A marca fundada em 1993 apresentou o seu novo White Colheita 1986, um vinho do Porto Branco proveniente de uma colheita única que estagiou durante quatro décadas em cascos de madeira de castanho.

Guardado discretamente na adega da família, este lançamento não foi originalmente planeado, tendo resultado de um processo de envelhecimento lento que a equipa de enologia decidiu acompanhar e preservar até ao momento ideal de revelação.

O ano de 1986 reveste-se de um simbolismo especial para a região do Douro. Coincidindo com a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE), este vinho pertence a uma geração que marcou a independência das casas familiares. Foi a partir desta data que os produtores do Douro passaram a ter autonomia para engarrafar e exportar os seus vinhos com identidade própria.

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quevedo créditos: Divulgação

A nível vitícola, 1986 foi caracterizado por um verão longo e seco, o que originou uvas com uma concentração natural mais elevada. A fermentação seguiu os métodos mais clássicos da região, recorrendo a lagares de granito com a tradicional pisa a pé.

Este vinho apresenta um volume alcoólico de 19,5% e uma cor dourada intensa, e destaca-se pela sua profundidade aromática. Os aromas são compostos por umas notas iniciais de compota de laranja, marmelada e fruta cristalizada, que evoluem para camadas de mel, caramelo e frutos secos tostados (avelã e amêndoa). Na boca, revela-se uma textura envolvente e rica, equilibrada por uma acidez firme que conduz a um final de prova longo e persistente.

Devido à sua complexidade, este Porto Branco é recomendado para acompanhar doçaria tradicional portuguesa, sobremesas cítricas ou queijos curados, podendo também ser apreciado a solo como um “vinho de contemplação”. Custa 235€.