Nininho Vaz Maia foi dono e senhor d’O Sol da Caparica. Entre lágrimas e muita dança, eis o que achámos do concerto

O artista não precisou de esperar pelos grandes êxitos para pôr milhares de pessoas a cantar: bastaram alguns acordes, muitos pedidos de palmas e aquela energia contagiante.

Se há artista que sabe dar um concerto, é Nininho Vaz Maia – e quem esteve este sábado, 15 de agosto, n’O Sol da Caparica, percebeu claramente isso logo à entrada. Com o recinto cheio para receber um dos nomes mais aguardados da noite (público esse que foi chegando durante as músicas até não caber mais ninguém), foi quando Nininho apareceu em grande estilo, acompanhado por uma banda e uma backup singer, que se notou que a energia estava lançada, e só ia ficar maior.

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A primeira música foi “Avelino” e, a partir daí, ninguém pareceu ter dúvidas sobre o que vinha aí. Entre dança, diversão e uma presença em palco que dificilmente passou despercebida, Nininho tomou conta do recinto desde os primeiros minutos. E a verdade é que o artista não precisou de esperar pelos grandes êxitos para pôr milhares de pessoas a cantar: bastaram alguns acordes, muitos pedidos de palmas e aquela energia contagiante que parece ser já uma das suas imagens de marca.

Aliás, se há coisa que Nininho Vaz Maia sabe fazer é comunicar com quem está do outro lado. Entre músicas e respostas aos gritos que vêm da plateia, o artista criou constantemente a sensação de que ninguém devia estar ali apenas para assistir, e a determinada altura, até se ouviu o pedido para que saltasse – e, perante uma multidão completamente rendida, o artista não perdeu a oportunidade de alimentar ainda mais a loucura. Com os acordes de “Esta merda é que é boa”, o público ficou ainda mais em êxtase.

No entanto, no meio de tanta festa, houve espaço para momentos capazes de apertar o coração. “Foste Embora” foi um deles, com o público a cantar praticamente cada palavra, e o sentimento de união e sofrimento fez arrepiar a pele. E depois vieram os fãs convidados por Nininho para subir ao palco e cantar com ele, cujo momento ganhou uma dimensão especial quando a jovem, Bianca, não conseguiu conter as lágrimas. Foi, sem sombra de dúvidas, um dos momentos altos e mais bonitos da noite.

Mas se houve alguém que roubou o protagonismo ao artista por alguns instantes, foi o filho mais novo, Fabiano. Ao lado do pai, subiu ao palco para cantar “Gosto de Ti”, num dos momentos mais ternurentos de todo o espetáculo. Nininho cantou diretamente para o filho e, por alguns minutos, a dimensão do palco pareceu desaparecer. Era apenas um pai e um filho, perante milhares de pessoas, a partilhar um momento bonito demais para não emocionar.

Contudo, não pense que a noite ficou demasiado séria. Nininho voltou rapidamente à festa e ainda houve tempo para um momento delicioso com um dos mais pequenos da plateia, que acabou por cantar “E Agora” com o artista. E, como se não bastasse, houve ainda um segmento com um telemóvel que o artista decidiu “roubar”, numa interação tão espontânea quanto divertida que podia lançar “manchetes na CMTV”. Porque, com Nininho, parece haver sempre espaço para mais uma brincadeira.

No fundo, foi precisamente essa mistura que tornou o concerto tão especial: a capacidade de passar da festa à emoção sem nunca perder o ritmo. Houve dança, gargalhadas, gritos, lágrimas e um público completamente entregue do primeiro ao último minuto. “Hoje somos ciganinhos”, disse Nininho – e talvez não fosse preciso explicar muito mais. Naquele recinto, durante aquelas horas, toda a gente parecia pertencer à mesma festa, e o artista provou claramente o porquê de, hoje, ser um dos artistas que mais facilmente transforma um concerto numa celebração coletiva.

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