Esta é a nova fantasia romântica que está a conquistar leitores. Entrevistámos a autora de “A Deusa da Ilusão”

“A Deusa da Ilusão”, de Madeline Taylor, é o mais recente dark romantasy que vai querer na sua estante – e a MAGG falou com a autora sobre a obra.

Não podemos negar o facto de que a fantasia romântica está cada vez mais presente nas estantes dos leitores em todo o mundo. Entre histórias de magia, inimigos que se tornam amantes, mundos imaginários e personagens moralmente duvidosas, a verdade é que o género conhecido como “romantasy” continua a conquistar novos públicos – e, claro, Portugal não é exceção, onde “A Deusa da Ilusão”, romance de estreia de Madeline Taylor, chega para dar continuidade ao crescimento do género.

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Lançado a 2 de julho pela Bertrand Editora, a obra promete uma verdadeira montanha-russa de emoções, e a autora, que viu o seu livro conquistar leitores através das redes sociais e das comunidades literárias online, resume o seu principal objetivo de forma muito simples. “Quando terminarem o livro, quero deixar-vos com aquele sentimento de ‘uau, que viagem. Isto foi muito divertido'”, disse Madeline Taylor à MAGG. É, portanto, isso mesmo que a autora quer proporcionar aos leitores portugueses.

No centro da história está Ivy Pomeroy, uma assassina com o dom da ilusão, presa a um rei através de um colar enfeitiçado que a obriga a cumprir as suas ordens. Quando surge Thorne, um misterioso ceifador de almas que procura a mesma arma de que Ivy precisa para recuperar a sua liberdade, os dois acabam por formar uma aliança, mas há um problema: apenas um deles poderá conseguir aquilo que procura. “Eles unem forças, mas apenas um deles pode ficar com ela. Por isso, o que vai acontecer? É um mistério. Têm de ler para descobrir”, disse.

No entanto, por detrás de toda a magia e do enigmático romance, existe uma história muito mais pessoal. Para Madeline Taylor, “A Deusa da Ilusão” é, acima de tudo, sobre uma mulher que tenta recuperar o controlo da sua própria vida. “Queria explorar a ideia de a Ivy assumir o controlo da sua própria vida”, explicou, assumindo que quis começar a história depois de a protagonista perceber que tinha vivido numa mentira. “A parte do ‘depois’ é a mais interessante”.

Aliás, essa liberdade (ou a ausência dela) está presente em praticamente todos os momentos da história, uma vez que Madeline Taylor admitiu que a própria ideia de estar presa é algo que sempre a assustou – acabando, portanto, por transportar alguns desses medos para Ivy. “A ideia de estar presa assusta-me, e sempre me assustou, e ela ali tem de sorrir o tempo todo quando os odeia, tem de dizer que o ama mesmo quando quer matá-lo, presa por uma coleira”. É essa sensação de estar constantemente presa que torna a luta da protagonista ainda mais intensa.

Ao mesmo tempo, Ivy está longe de ser a típica heroína emocionalmente sem remorsos e com uma capa. A autora sabia, desde o início, que não queria criar uma personagem que confundisse força com ausência de sentimentos, pois em nada uma coisa tem que ver com a outra. “Odeio a ideia de que, para uma mulher ser forte, nunca pode chorar ou mostrar emoções. A Ivy tem sentimentos. Ela não é uma máquina”, afirmou, acrescentando ainda que é precisamente nessa vulnerabilidade que encontra parte da força da personagem.

E depois há Thorne – misterioso, sombrio e uma das grandes incógnitas de toda a narrativa, já que Madeline Taylor quis criar uma personagem que fosse muito diferente consoante a pessoa com quem ele interagia. “Com toda a gente, ele é muito rude, é mesmo um pouco mau. Mas, com a Ivy, conseguimos vê-lo a divertir-se com ela”, explicou, pelo que é também aí que o livro acaba por encontrar um equilibrio entre o romance e a parte mais sombria de uma fantasia. “A história é sombria, mas não acho que o romance seja”.

Aliás, essa dinâmica foi uma das partes mais importantes da construção da relação entre os dois protagonistas. Isto porque Madeline Taylor queria que os leitores percebessem, através das páginas, porque é que aquelas duas personagens funcionavam juntas. “Quando estão juntos, percebemos porque é que deveriam estar juntos, eles funcionam muito bem um com o outro”, admitiu. Entre segredos, provocações e uma tensão que cresce lentamente, o romance acaba por se tornar numa das forças que conduz a história.

No entanto, com temas como o trauma e a manipulação, encontrar o equilíbrio entre a escuridão e o escapismo foi outro dos grandes desafios para a autora, já que Madeline Taylor não queria transformar a dor num espetáculo. “Nunca quero fazer algo apenas pelo valor do choque, já existe muito disso na vida real. Estamos aqui para nos divertirmos”, disse. É, talvez, nessa frase que se encontra a essência de “A Deusa da Ilusão”: uma história que não foge aos temas difíceis, mas que nunca esquece a razão pela qual tantos leitores procuram estes mundos.

E, para os leitores portugueses que estão prestes a entrar nas Ilhas Verran, a mensagem da autora não podia ser mais direta. “Primeiro que tudo, obrigada. Se vão abrir o livro, ou se estão sequer a considerar fazê-lo, muito obrigada. Espero conseguir entreter-vos”, rematou. Quanto ao futuro, as boas notícias já estão dadas: a autora encontra-se nas fases finais do segundo livro e a história será uma trilogia, por isso, para quem está preparado para mais magia, romance e sombras, a viagem de Madeline Taylor pelo universo de “A Deusa da Ilusão” está apenas a começar.

A obra já está disponível por 19,98€.

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