“A pequenina que fui desatava a chorar”. Irina Barros vive momento inesquecível e atua no Rock in Rio Lisboa

A cantora luso-angolana subiu pela primeira vez ao palco Music Valley do Rock in Rio Lisboa este domingo, 28 de junho, e falou com a MAGG sobre o momento. Leia a entrevista.

Ainda há muitos por conquistar, mas Irina Barros já conseguiu riscar um sonho que certamente está na lista de muitos artistas: pisar um dos palcos do Rock in Rio Lisboa. A conseguir ganhar cada vez mais o seu espaço dentro da indústria musical, a cantora luso-angolana subiu pela primeira vez ao palco Music Valley do festival este domingo, 28 de junho, e o objetivo é um dia conseguir levar o seu espetáculo a outros grandes palcos – e, quem sabe, voltar a um dos recintos mais cobiçados do verão. 

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“Estou a abrir uma nova fase, sem dúvida, porque já são alguns aninhos aqui na música e isto é uma nova oportunidade que vai para o meu futuro. Estou mesmo muito grata, muito contente e ansiosa”, começou por dizer Irina Barros à MAGG, ainda antes de subir ao palco. Claramente nervosa mas com um sorriso na cara, a verdade é que Irina Barros não é nenhum nome desconhecido na indústria, tendo começado a sua carreira há quase 15 anos, mas não é o tempo que a demove de continuar a lutar. 

E foi também esse tempo que fez com que chegasse onde está hoje, por isso o único sentimento que chega ao pisar o palco Music Valley do Rock in Rio Lisboa é, sem dúvida, o orgulho. Isto porque muita coisa foi mudando ao longo dos anos, mas a essência da artista continua lado a lado com a sua persistência. “O mundo está em constante adaptação. Acho que a música também leva as pessoas a adaptarem-se e verem ‘esta é a Irina, deixa-me ver o que é que ela faz’”, disse. 

Mas o que faz, exatamente, Irina Barros na indústria da música? Fazendo parte de uma geração que tem dado cada vez mais visibilidade a sons como afro, R&B, Kizomba ou Afropop em Portugal, a artista conseguiu trazer o seu lado africano e vingar, o que faz com que abra ainda mais espaço para novos talentos. “Eu vejo isso como uma responsabilidade, e até uma responsabilidade boa. Hoje em dia já começa a ser mais fácil, porque a música já tem mais capacidade de voar e chegar a mais sítios”, explicou. 

“Mas eu levo isto como um desafio, acima de tudo. Estou a fazer por mim, mas não é só por mim, porque sei que vão chegar mais artistas que vão levar a Kizomba e o R&B a muitos mais palcos”, acrescentou Irina Barros. No entanto, nunca está sozinha: a verdade é que a artista tem um público tão fiel quanto presente, que a acompanha para todo o lado sem nunca perguntar para onde vão. “ Isto dá-me um boost enorme de energia e motivação para nunca parar.”

Assim, se a Irina Barros de 2010, cujo percurso na música ainda não tinha começado, olhasse para a Irina Barros de 2026, a evolução seria a palavra de ordem no seu pensamento. “Desde pequenina que eu pensava que só era possível com os outros. Então a pequenina a ver a Irina no palco ia desatar a chorar. Eu sinto que a cada mês estou a crescer, a mudar, a ficar mais madura. É uma mudança constante”, rematou a artista, que ainda tem tanto para conquistar. 

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