Esta segunda-feira, 20 de outubro, celebra-se o Dia Mundial de Combate ao Cyberbullying, e a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lançou um documento dirigido a pais e cuidadores sobre cyberbullying e apela à relevância em falar com as crianças e os jovens acerca do tema.
Por medo do que os outros poderão pensar e receio de perder o acesso às tecnologias digitais, a maioria das vítimas não procura ajuda dos adultos mais próximos, pode ler-se em comunicado.
O cyberbullying é uma preocupação crescente e o documento fornecido pela OPP começa por responder à questão que muita gente tem: o que é o cyberbullying? Consiste no uso da tecnologia para assediar, ameaçar, provocar ou envergonhar alguém.
Exemplos de cyberbullying incluem enviar mensagens cruéis, fazer um post a insultar alguém, criar uma página falsa em nome de alguém e publicar uma imagem ou um vídeo desrespeitoso nas redes sociais.
A Ordem dos Psicólogos relembra que o (cyber)bullying não deve ser um fenómeno normalizado e que não faz parte de “ser criança” ou “crescer”. Pode acontecer a qualquer hora, num lugar qualquer, de forma persistente, mas não é isso que vai tornar as crianças mais fortes. É importante supervisionar os dispositivos digitais das crianças e dos jovens a fim de que este problema contrarie a tendência atual de crescimento.
De modo a combater este problema, é fundamental saber quais são os sinais de alerta, como prevenir situações de cyberbullying e como ajudar as vítimas.
Mostrar sinais de aborrecimento ou perturbação durante ou após a utilização da internet é um dos principais sinais de alerta. Uma das formas mais utilizadas para prevenir situações de cyberbullying é estabelecer regras e horários de utilização das tecnologias digitais. Por fim, oferecer apoio, conforto e garantir à criança ou jovem de que a culpa não é sua e que há soluções são algumas das maneiras como pode ajudar uma vítima de cyberbullying.
Pode consultar a factsheet completa da Ordem dos Psicólogos aqui.