Não há dúvidas que a Inteligência Artificial (IA) tem os seus benefícios. No entanto, como tudo na vida, há sempre o outro lado da moeda, e são inegáveis os efeitos prejudiciais do uso desta tecnologia, especialmente nos mais novos.

A afirmação não é nossa, mas sim de um novo estudo, que mostra que 54% dos professores em Portugal concordam que, quando os seus alunos utilizam IA para realizar tarefas escolares, isso tem um efeito negativo na aprendizagem.

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A maioria dos professores (91%) observa que os alunos utilizam ferramentas de IA para os ajudar nas tarefas escolares e nos trabalhos de casa. Já 53% concordam que utilizar a IA para realizar tarefas permite que os alunos ignorem a sua própria educação, enquanto 75% estão preocupados que a dependência excessiva da IA esteja a reduzir a capacidade dos alunos de detetar informações falsas e desenvolver o pensamento crítico, salientam os dados da investigação (encomendada pela Epson Europe, conforme relatam em comunicado).

51% dos docentes questionados pelo estudo, que contou com uma amostra de 1.624 professores, comentam que essa prática está a levar a piores resultados nos exames, já que, sem IA, os alunos e alunas apresentam dificuldades para alcançar um bom desempenho escolar.

No entanto, o estudo salienta que as equipas docentes não pedem o abandono da tecnologia, mas têm claro que o básico deve vir em primeiro lugar. 57% solicitam uma maior atenção aos recursos tradicionais, como fichas de exercícios e livros didáticos, já que a grande maioria (67%) continua a considerá-los essenciais para garantir que os fundamentos da leitura, escrita e aritmética estejam firmemente estabelecidos.

Esta investigação também descobriu que 69% dos professores em Portugal acreditam que os seus alunos aprendem melhor em papel do que com ecrãs, e 62% afirmam que os métodos tradicionais estabelecem as bases para uma aprendizagem duradoura. A maioria dos professores (81%) concorda com a ideia de que a IA deve desempenhar um papel importante no ensino, mas que deve ser utilizada com cuidado. Neste sentido, 86% afirmam que deve haver um equilíbrio cuidadoso entre as tecnologias digitais e o lápis e o papel.