A criação de Oscar Reina combina cristais, pérolas e uma cauda volumosa. Gonçalo Mello revela o trabalho por trás do vestido escolhido pela apresentadora para a gala.
Carolina Patrocínio decidiu que um modelo não era suficiente para celebrar os 30 anos dos Globos de Ouro. Por isso, depois do modelo assinado por Mario Salafranca, a apresentadora mudou de visual e vestiu uma criação com assinatura do designer colombiano Oscar Reina, integrada na coleção Silaris. O vestido é fruto de 350 horas de trabalho artesanal e cerca de 25 mil aplicações feitas à mão, segundo conta Gonçalo Mello, responsável pelo styling da apresentadora, à MAGG.
“Cerca de 20 mil cristais e cinco mil pérolas foram aplicados individualmente, à mão, cobrindo o corpo do vestido e prolongando-se pela cauda”, revela o stylist. Uma operação de paciência que transformou a superfície da peça e faz com que cada movimento ganhe mais encanto. Sim, porque de acordo com Gonçalo Mello, o vestido “parece que tem luzes”, brinca.
“O brilho não é uniforme: altera-se com cada deslocação, revelando diferentes intensidades à medida que o vestido se movimenta”, continua o stylist, deixando implícito que é daqueles casos em que uma fotografia pode saber a pouco, já que o efeito também depende da forma como a luz encontra as aplicações enquanto a apresentadora anda.
A suavidade do rosa é o equilíbrio perfeito para a intensidade do bordado. Já o decote frente-única, com um V profundo, e as costas abertas deixam os ombros expostos e ajudam a alongar visualmente a figura. O vestido tem, assim, tanto de delicado na cor como de exuberante nos detalhes – e diga-se de passagem que ainda nem chegámos à parte de trás.
“A silhueta ganha volume através de uma cauda de grandes proporções, que parte da anca e se prolonga até ao chão”, conta o stylist. Sobre essa construção surge uma anquinha, ou polisson, também bordada com pérolas e cristais, que acentua o volume na zona posterior e acrescenta outra dimensão à silhueta. É um daqueles pormenores que justificam pedir à apresentadora para se virar antes de dar a fotografia por terminada.
A completar o coordenado entram joias da Torres Joalheiros, em ouro branco e diamantes, acompanhando o brilho da criação de Oscar Reina. E uma coisa é certa: entre a cauda, as costas abertas e milhares de aplicações colocadas uma a uma, este é um vestido que merece ser observado de perto. Se 350 horas de trabalho lhe deram forma, podemos muito bem dedicar-lhe mais do que os habituais dois segundos de scroll.






