Raquel Strada regressou à cidade italiana para representar a Max Mara no lançamento mundial da primeira fragrância da marca. Falámos com a atriz sobre isso, mas não só. Ora veja.
Voltar ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, para Raquel Strada, está longe de ser um mero desfile pela passadeira vermelha. É regressar a uma cidade de que diz não haver palavras suficientes para descrever e a um evento que continua a ter “uma coisa qualquer especial”. Esta terça-feira, 8 de setembro, a apresentadora e criadora de conteúdos voltou ao certame como representante portuguesa da Max Mara, desta vez para acompanhar o lançamento mundial da primeira fragrância da marca.
Para a ocasião, a escolha recaiu sobre um vestido maxi da sublinha Studio da etiqueta, azul e até aos pés, de decote cai-cai e com um volumoso detalhe de franzidos que se concentra na zona do peito – e que, apesar de esgotado no site oficial, ainda encontra à venda na Cettire, por 556,71€. É uma silhueta elegante, que ganha dimensão precisamente através do volume e da construção do decote, contando com um tom que, por sua vez, dá uma boa dose de cor a um look que mantém a sofisticação associada à casa italiana.
Mas, como se costuma dizer, este não é o primeiro rodeio de Raquel Strada a levar o País até ao Lido. Já tinha estado em Veneza em 2019 e 2022, por exemplo, com propostas que também que deram que falar, e regressa agora com uma relação cada vez mais próxima da marca que a elegeu desta vez. “Eu amo a Max Mara”, conta à MAGG. “É uma marca com a qual eu me identifico muito”, afiança, dizendo que o que torna esta ocasião particularmente especial é, também, fazer parte do lançamento da primeira fragrância da casa.
Apesar de ser frequentemente associada a looks muito cuidados em eventos de moda, Raquel Strada explica que, no quotidiano, a sua relação com a roupa é bastante mais simples. Definindo-se como clássica, admite ser uma fã acérrima de jeans, calças brancas e camisolas que possa usar em várias ocasiões. E é a prova viva de que até as maiores fashionistas, a certo ponto, podem mudar a maneira como encaram o próprio guarda-roupa. “Estou muito menos consumista do que já fui. Prefiro comprar menos e melhor“, admite.
No caso dos grandes eventos, porém, a escolha não parte necessariamente dela – o vestido que levou a Veneza, por exemplo, foi selecionado a partir de uma proposta da equipa de styling da Max Mara em Milão. “Recebi duas ou três opções”, conta, dizendo que a sua voz ativa no processo teve que ver com a escolha da peça que mais ia ao encontro daquilo com que se identifica.
“Não sou eu que escolho aquilo que me apetece. I wish [quem me dera, em português]”, brinca. Portanto, a lógica é esta: a marca apresenta uma seleção já pensada para aquela pessoa e cabe-lhe encontrar, dentro dessas opções, o look que mais se aproxima da sua personalidade. “Eles analisam o teu perfil. Eu acredito que eles saibam exatamente como é que eu sou”, frisa, dizendo que é também por isso que a escolhem. Mas é um processo que começa muito antes de a celebridade chegar ao evento – segundo ela, estas escolhas podem ser definidas “quase um ano antes”.
Apesar de todos estes preciosismos, estar em Veneza, por mais que seja algo habitual para Raquel Strada de tempos a tempos, tem sempre outro sabor. Ser convidada para representar Portugal num evento desta dimensão continua a ser uma honra e uma espécie de validação profissional. “Fico sempre muito, muito, muito feliz, porque é sinal de que alguma coisa eu fiz bem”, admite. “Eu sou um bocadinho, às vezes, insegura em relação ao meu trabalho e acaba por ser quase uma confirmação de que alguma coisa estás a fazer bem”, continua.
É também a própria cidade que torna o momento especial, segundo nos garante. Veneza, diz, tem “a melhor luz do mundo”, e o festival distingue-se pela atenção ao detalhe colocada em tudo o que a este diz respeito. “Não gosto muito da palavra glamour, mas eu acho que é mesmo isso [que o define]”, explica, reiterando que “tem uma coisa qualquer especial”. “Tudo é bonito, tudo é feito com imenso cuidado”, reforça.
E há ainda uma razão particularmente importante para esta passagem pelo festival: “Viver estes momentos com pessoas que eu realmente gosto e que me acompanham um ano inteiro”. É o caso de Helena Vaz Pereira ou Joana Moreira, responsáveis pelo cabelo e maquilhagem, respetivamente, da sua equipa da L’Agence, responsável pela sua carreira, e até do seu fotógrafo, João Paulo, remata.











