Se, nos dias quentes, o azul turquesa mais garrido foi o que esteve a bombar, parece que, no inverno, o tom vai apenas escurecer, mas continua a ser relevante. Espreite os looks que reunimos para si.
Depois de meses a vermos o azul Tiffany (ou turquesa, como quiser chamar) em vestidos, tops, biquínis e unhas, parece que o tom vai começar a ganhar profundidade. Afinal, à medida que as estações mudam e os dias vão ficando mais frios, também a paleta com que decidimos apresentar-nos ao mundo fica mais escura e é por isso que, ao que tudo indica, o dark teal vai começar a bombar.
E não é por falta de aviso, sendo que há até uma espécie de selo oficial, digamos. A WGSN e a Coloro, duas referências na previsão de tendências de cor, elegeram o Transformative Teal como a cor do ano 2026, depois de Digital Lavender, Apricot Crush e Future Dusk terem ocupado o mesmo lugar nos anos anteriores, antecipando tonalidades que acabariam por aparecer na moda, beleza, interiores e até embalagens.
Posto isto, se o azul turquesa mais garrido foi a cor que trouxe leveza aos coordenados de verão, este tom mais escuro é ótimo para fazer a transição para os meses frios de forma bastante natural. É ligeiramente mais austero e profundo, pelo que funciona particularmente bem com as texturas que começam a dominar o guarda-roupa da época mais fria do ano, como veludo, lã, caxemira, pele e cetim.
A própria WGSN descreve o Transformative Teal como uma fusão entre azul escuro e verde aquático, associando a tonalidade a uma ideia de mudança, redirecionamento e ligação à natureza. A previsão não surgiu do nada: as pesquisas por teal no Google Trends cresceram 9% em termos homólogos, enquanto o interesse por verdes e azuis também tem vindo a aumentar, lê-se na página oficial.
E há outra diferença importante em relação ao azul Tiffany. Isto é, se esta tonalidade funciona quase como uma dose imediata de luz num look, o dark teal tem uma presença mais silenciosa e não precisa de ser usado em quantidades megalómanas para se fazer sentir, sendo que uma camisola, uma carteira, umas botas ou um casaco nesta cor podem ser suficientes para transformar um conjunto de básicos.
Nos desfiles de marcas de luxo, como Victoria Beckham, Alaïa e Leset, a previsão também já tem pano para mangas, sendo que este trio está entre as marcas que já exploraram a tonalidade nas coleções mais recentes, mostrando precisamente essa capacidade camaleónica de se destacar no inverno. Há propostas mais minimalistas, outras mais exuberantes, mas todas partem da mesma ideia de que pode assumir o protagonismo sem que o look perca sofisticação.
Com isto, é caso para dizer que a cor é suficientemente escura para funcionar como um neutro alternativo, mas tem personalidade suficiente para não passar despercebida. A par disso, pode ser combinada com bege, creme, branco ou cinzento para um conjunto mais discreto, mas também fica especialmente interessante quando se mune de combinações mais ecléticas como bordô, amarelo mostarda ou castanho.
E porque uma tendência só ganha verdadeiramente sentido quando conseguimos imaginar como a usar no dia a dia, fomos à procura de alguns looks e, no geral, inspirações em dark teal para começar a trazer esta cor para o guarda-roupa de inverno.


















