Portugal perdeu o duelo ibérico e ficou fora do Mundial. O selecionar nacional assumiu a derrota e está de saída. Saiba o que disse.
Depois da derrota contra a Espanha esta segunda-feira, 6 de julho, e de a equipa das Quinas dizer adeus ao Mundial, Roberto Martínez assumiu a derrota e confirmou que vai deixar o comando técnico da Seleção Nacional.
O anúncio foi feito numa conferência de imprensa, em Arlington, nos Estados Unidos, depois da eliminação face aos espanhóis, por 1-0. “É certo que é o meu último jogo na Seleção portuguesa“, começa por dizer Roberto Martínez, citado pelo “Observador”, apesar de na altura ainda não ter falado com Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
“Agradeço ao povo português porque foi um período incrível que não consigo descrever. Levo comigo uma memória para toda a vida. Agradeço o trabalho incrível dos jogadores. Levo comigo um legado incrível e espero que os adeptos de Portugal se possam lembrar. Eu e a equipa técnica tentámos dar tudo durante três anos. Proença? Não conversámos. Acho que é o fim de um ciclo e é importante ter outra voz. É legítimo que o presidente possa escolher o seu selecionador“, acrescentou, citado pelo mesmo jornal.
Roberto Martínez continuou por explicar que a saída não estava fechada antes do Mundial, mas que o desfecho da Seleção Nacional não deixou outro remédio. “Cheguei a Portugal para ganhar o Mundial e, sem ganhar o Mundial, acho que não faz sentido continuar. O meu contrato termina hoje [segunda-feira] e não há muito mais que falar. Terminamos com tristeza. Não é o resultado que queríamos. O adversário é um dos favoritos, mas isso não parou o que queríamos fazer”, afinaça.
Sobre o jogo contra Espanha, apesar de tudo, diz que está orgulhoso da equipa. “Tivemos coragem defensivamente, agressividade e defendemos muito bem. Mas o que acontece nos oitavos de um Mundial são detalhes importantes. A bola bater na barra e entrar ou não entrar, uma oportunidade ao minuto 90 que foi um livre rápido… são detalhes que fazem a diferença. A equipa esteve muito bem organizada. Com bola tivemos bons momentos. Na segunda parte podíamos ter tido mais chegada [à área]. Mas sinto um orgulho incrível porque mostra todo o trabalho feito pelos jogadores. Acho que tivemos um bocadinho de azar, a sorte não esteve do nosso lado”, analisou a partida.
“Não estou nada desapontado com o desempenho. Queríamos ter chegado até à final e estou extremamente orgulhoso. Jogámos contra um dos favoritos e criámos desconforto em alguns momentos, mas quando não marcamos corremos este risco. Já jogámos contra França, Espanha, Alemanha… ganhámos a Liga das Nações. Vejo o percurso com orgulho. O resultado hoje não foi o que esperávamos, mas isso acontece em torneios como este“, frisou.
Enquanto esteve aos comandos da seleção nacional, em 45 partidas Roberto Martínez somou 30 vitórias, nove empates e seis derrotas, com 110 golos marcados e 36 sofridos.
