Para muitos, as tatuagens são obras de arte, quer sejam pequenas ou grandes, com designs minimalistas, complexos ou realistas. O que muitas pessoas não sabem é que uma simples tatuagem, que parece inofensiva, pode ser prejudicial para a saúde, afirmam novos estudos.
Mas, afinal, que mal fazem as tatuagens? Os pequenos ou grandes rabiscos na pele podem comprometer o desempenho do sistema imunológico, responsável por defender o nosso organismo, revela um estudo realizado pela Universidade do Sul da Dinamarca em colaboração com a Universidade de Helsínquia, na Finlândia.
Os cientistas descobriram que a tinta não permanece na sua totalidade no local da pele onde foi injetada, como o expectável. E por isso, várias partículas pequenas deslocam-se pelo sangue até aos gânglios linfáticos, que têm o objetivo de proteger o organismo de agentes externos que possam provocar infeções.
Este fator levou os investigadores a concluírem que “existe uma associação entre as tatuagens e os linfomas e também com o cancro da pele", disse Sihne Bedsted Clemmensen, coordenadora do estudo, citada pelo “Correio da Manhã”.
Por isso, os investigadores alertam que o risco de contrair um linfoma (cancro de sangue), “é 2,7 vezes mais elevado” face a uma pessoa que não tem tatuagens. Já no cancro de pele, o risco é 2,4 superior em comparação com uma pessoa sem tatuagens, adiantou Bedsted Clemmensen à revista norte-americana “Earth”.
Ainda assim, nem todas as tatuagens têm o mesmo impacto no corpo humano. Depois de observar 5.900 pacientes, os cientistas concluíram que o risco de ter uma infeção é maior quando as tatuagens têm o tamanho de uma mão.
Apesar das conclusões, os investigadores consideram que é necessário realizar mais estudos para descobrir a dimensão exata que as tatuagens podem ter no corpo humano, como fatores genéticos, o tipo de tinta utilizada ou até mesmo o local do corpo que é tatuado.