“Don’t Say Good Luck” promete falar sobre amor, família, crescimento, medo, perda e a importância de viver o presente, mas também sobre o poder que a arte pode ter quando as palavras já não chegam.
A Netflix sabe bem como entregar ao público histórias emocionantes, cheias de vida e capazes de nos tocar onde menos esperamos – e “Don’t Say Good Luck”, o novo filme da plataforma lançado no passado dia 14 de agosto, é precisamente isso e muito mais. Entre sonhos, família, música e momentos que prometem deixar qualquer espectador de coração apertado, esta nova aposta da plataforma de streaming já está a conquistar quem se deixou levar, e quer conquistar ainda mais espectadores.
Aqui, a história acompanha Sophie Birenbaum, interpretada por Sunny Sandler, uma adolescente que vê um dos seus maiores sonhos tornar-se realidade quando consegue o papel principal no musical da escola, “Waitress”. Habituada a encontrar no teatro um espaço para se expressar e ser ela própria, Sophie prepara-se para viver aquele que deveria ser um dos momentos mais felizes da sua juventude, e entre ensaios, amizades, primeiras paixões e as inseguranças da idade, tudo parece apontar para uma nova fase da sua vida.
Até que, fora do palco, surge uma realidade muito mais difícil de ignorar, e é nesse momento que entra em cena Elizabeth (Melanie Lynskey), a mãe de Sophie. Isto porque quando o cancro que parecia estar controlado regressa, a dinâmica familiar muda e aquilo que antes era apenas uma preocupação passa, infelizmente, a fazer parte do quotidiano das duas. Enquanto Elizabeth tenta proteger a filha e manter alguma normalidade, Sophie começa a perceber que não pode simplesmente separar a vida que acontece em casa daquela que está a construir no palco.
O entusiasmo pelo musical passa, assim, a coexistir com medo, preocupação e uma vontade cada vez maior de aproveitar cada momento ao lado da mãe. No entanto, é ao longo da narrativa que Sophie vai descobrindo que o palco pode ser muito mais do que um lugar para representar, e os ensaios, as amizades e a própria experiência de preparar o espetáculo tornam-se uma forma de lidar com toda a situação. É precisamente nesse equilíbrio entre a alegria de viver e a fragilidade do momento que o filme encontra a sua maior força.
No fundo, “Don’t Say Good Luck” promete falar sobre amor, família, crescimento, medo, perda e a importância de viver o presente, mas também sobre o poder que a arte pode ter quando as palavras já não chegam. E talvez seja por isso que o filme está a ser um autêntico sucesso: porque, por trás das luzes do palco e do público na primeira fila, está uma história muito humana sobre aproveitar aqueles que amamos, especialmente quando ainda temos oportunidade de lhes dizer isso mesmo.












