Com seis episódios que prometem ser arrebatadores, “Uma Carreira Brilhante” junta romance, drama de época e uma boa dose de rebeldia, com temas que parecem ter saltado do século XX para os dias de hoje.
Com um catálogo maior que muitos inventários de lojas, há séries que chegam à Netflix e que desaparecem do radar poucos dias depois – mas “Uma Carreira Brilhante” parece estar numa maré de sorte diferente. Lançada no passado dia 13 de agosto, a nova série continua entre o top das produções mais vistas da plataforma de streaming mesmo duas semanas depois, o que só quer dizer que conseguiu conquistar todos os espectadores. Com uma história do século XX que tem muito de atual, prepare o balde de pipocas.
Adaptada do clássico australiano homónimo de 1901, escrito por Miles Franklin, a série acompanha Sybylla Melvyn (Philippa Northeast), uma jovem determinada que tem um sonho bastante diferente daquele que a sociedade espera para uma mulher da sua época: ser escritora. Por isso, e como não procura um homem para casar, a jovem é enviada para viver com a avó rica, e começa a ser preparada para entrar na alta sociedade – no entanto, como seria de esperar, Sybylla não está disposta a seguir as regras.
E é precisamente aí que a história começa a ganhar outros contornos. Entre festas, novas amizades, as expectativas da família e possíveis interesses amorosos, Sybylla vai ter de escolher entre aquilo que os outros esperam dela e a vida que realmente quer, e, apesar de sempre ter sido bastante segura de si própria, não parece estar 100% convicta. Afinal, conseguir uma carreira na literatura já seria complicado numa época em que as mulheres tinham poucas opções, mas a verdade é que apaixonar-se entretanto pode tornar tudo mais difícil.
Assim, com seis episódios que prometem ser arrebatadores, “Uma Carreira Brilhante” junta romance, drama de época e uma boa dose de rebeldia, mas é sobretudo uma história sobre independência, ambição e a dificuldade de escolher o próprio caminho quando toda a gente parece ter uma opinião sobre aquilo que devemos fazer – uma coisa que, no mundo das mulheres, parece que não mudou muito, e talvez seja esse o motivo pelo qual a produção continua no top das mais vistas.















