Ryan Murphy e Ian Brennan trazem de volta à ribalta a famosa mulher de Massachusetts acusada de assassinar o pai e a madrasta com um machado, Lizzie Borden. Saiba tudo sobre a produção.
O sucesso da saga “Monstros”, criada para a Netflix por Ryan Murphy e Ian Brennan, que conta as histórias de alguns dos (possíveis) assassinos mais mortíferos, está de volta para mais uma série – e, desta vez, com uma personagem feminina no ao leme do papel principal. Depois de “A História de Jeffrey Dahmer”, “Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez” e “Monstro: A História de Ed Gein”, chega à plataforma de streaming “A História de Lizzie Borden”, a mulher que chocou os EUA ao alegadamente cometer um duplo homicídio em 1892.
Ao que tudo indica, segundo a Netflix, esta será uma série com oito episódios, e estará disponível em todos os países a partir de 17 de setembro. Ryan Murphy e Ian Brennan trazem de volta à ribalta a famosa mulher de Massachusetts acusada de assassinar o pai e a madrasta com um machado, que vai ser interpretada por Ella Beatty. “Estou muito entusiasmada para que o público descubra a nossa abordagem à história de Lizzie e às questões que a sua vida continua a suscitar até hoje”, disse a atriz ao “Tudum“.
“Foi um verdadeiro sonho poder explorar a psicologia desta figura tão complexa e revisitar um crime americano que parece ter adquirido uma dimensão quase mítica. Esta temporada apresenta-nos a primeira mulher ‘Monster’ e mergulha na raiva e na repressão femininas, temas que me parecem incrivelmente atuais“, continuou com os realizadores a admitirem que esta é a série da saga mais ousada até agora. É, portanto, uma estreia de setembro que não pode mesmo perder.
Ora, mas do que vai falar, afinal, a série? Assim como tem acontecido nas outras produções de “Monstros”, o espectador vai conhecer mais sobre a história de Lizzie, a filha de uma rica família da Nova Inglaterra. É lá que a jovem e a sua criada rebelde se veem presas numa casa construída sobre humilhação e crueldade, acabando por se refugiar numa fantasia de sexo, poder e vingança – o que, como já seria de esperar, irá dar lugar a dois horríveis homicídios.
Mais informações não foram divulgadas, mas o mais provável é a produção fazer como as séries já lançadas e ir buscar factos reais dos homicídios e juntá-los a cenas mais fictícias. E para perceber a narrativa, tem primeiro de perceber a história por trás: foi a 4 de agosto de 1892 que tanto Andrew J. Borden, pai de Lizzie, e a sua madrasta, Abby Borden, foram encontrados mortos na casa de família, com as únicas duas pessoas a estar também na habitação a serem a jovem e a sua criada, Bridget Sullivan.
Durante a investigação, as autoridades encontraram um machado na cave, e como os homicídios tinham sido bastante violentos e feitos com uma arma pesada, presumiu-se que essa fosse a arma do crime – ou seja, a verdadeira arma do crime continua um mistério, para não falar que como Lizzie estava com o período naquela altura, a polícia descartou o sangue na roupa da jovem atribuindo-o à menstruação. No entanto, o facto de ter destruído um dos seus vestidos e de ter dado respostas contraditórias no julgamento fizeram com que fosse suspeita.
Ainda assim, segundo o site “Aventuras na História” e apesar da convicção das autoridades quanto à sua culpa, nunca foram encontradas evidências propriamente ditas que ligassem Lizzie aos homicídios, pelo que, com a falta de provas, a jovem foi inocentada. Todas as teorias ainda apontam para ela, uma vez que há quem diga que ela sofria abusos físicos e psicológicos do pai, além de existir a possibilidade de a madrasta ter descoberto que ela gostava de raparigas e, assim, acabou por matá-los aos dois. Lizzie Borden acabou por morrer de pneumonia em 1927, e ninguém foi ao funeral.
