Está prestes a chegar mais uma série com o selo TVI e Prime Video que promete deixar qualquer espectador colado ao ecrã. Depois de “Morangos com Açúcar”, “Lisbon Noir” chega à televisão dos portugueses já esta segunda-feira, 13 de abril, com uma premissa, no mínimo, intrigante: tem como história principal o primeiro assassino em série português Diogo Alves, conhecido como o Assassino do Aqueduto das Águas Livres.
Mas a série não é uma biografia, sendo que se passa em 2026, com um assassino que começa por imitar a forma de matar de Diogo Alves e, depois, acaba por seguir por outros caminhos. Nesse papel está Luís Filipe Eusébio, que interpreta Fernando, e do outro lado da barricada está Pêpê Rapazote, que faz então do Inspetor Daniel que vai estar à frente dos casos.
Ao lado dele está Laura (interpretada por Beatriz Godinho), Carlos (André Nunes) e o chefe da polícia Adriano (Paulo Pires), dupla à qual se junta Nour, uma polícia espanhola que vem de Madrid depois de a primeira vítima de Fernando ser alguém importante de Espanha. O seu papel começa por ser pautado por observação, mas rapidamente também ela se entranha na história e passa a atuar ao lado de Laura e Daniel.
“Fiquei logo muito entusiasmada com a possibilidade de interpretar a Nour, uma inspetora com uma história pessoal muito interessante. E, claro, também me motivou muito a oportunidade de trabalhar em Portugal, com colegas portugueses”, começou por dizer Mina El Hammani, atriz que interpreta Nour, à MAGG. "É uma mulher com muito caráter e com uma forte noção de justiça", continuou.
Nour é aquela detetive enigmática que poucos sabem sobre a sua vida pessoal, confiante no seu trabalho e sem qualquer tipo de papas na língua. Vai, no início, ser uma dor de cabeça para Daniel, a personagem de Pêpê Rapazote, mas rapidamente os dois percebem que quanto mais se ajudarem melhor é. "Ela não está ali por escolha, é quase como um castigo, mas vai-se tudo complementando".
Aliás, a relação que construíram fora das câmaras também ajudou para que o ambiente fora de cena também fosse melhorando, e Mina garantiu que toda a equipa portuguesa a tratou da melhor maneira. "O Pêpê é fantástico, muito divertido, e cuidou muito de mim, tal como toda a equipa. Houve uma ligação muito forte entre todos, senti-me sempre muito bem, tanto com o elenco como com a equipa técnica", disse a atriz.
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E, claro, se Mina está a interpretar uma detetive, a arma devia ser a sua melhor amiga, mas a verdade é que esse foi o maior desafio da atriz. "Tivemos formação com um inspetor real sobre o uso de armas. Para mim foi um desafio, porque pessoalmente não me identifico com isso, e até me assustou. Mas essa sensação acabou por ser muito interessante para construir a personagem, porque percebi que, para a Nour, a arma representa proteção".
Desta forma, pode contar com uma produção inquietante, sombria e, nas palavras de Mina El Hammani, "intrigante", na qual nada é bem o que parece, prometendo que todos os espectadores vão ficar em sobressalto. "É uma história muito forte e complexa, que desafia também o espectador. Há um momento em que quase entramos na mente do assassino, estamos sempre a tentar chegar até ele, e isso é muito interessante", rematou.