Há desporto, romance, rivalidades, segredos familiares e personagens que deixam espaço para fazer o espectador apaixonar-se, algo tão comum nas histórias “young adult”. Saiba tudo sobre “Crew Girl”.
Uma coisa não podemos negar: nos últimos tempos, parece não haver plataforma de streaming que não aposte numa série com protagonistas adolescentes, romances complicados, amizades intensas e todos os dramas que fazem parte da passagem de um adolescente para a vida adulta – e se há nome para esse fenómeno é a fórmula “young adult”, que continua a conquistar espectadores de várias idades. Ora, “Crew Girl”, a nova série da Netflix, não é exceção.
E talvez essa seja uma das razões pelas quais a produção continua entre as séries mais vistas da plataforma duas semanas depois da sua estreia, tendo sido lançada a 10 de setembro – chegou, inclusive, a ocupar o primeiro lugar do ranking global da Netflix. Isto, acaba, portanto, por levantar uma questão bastante pertinente: afinal, dentro desta fórmula, o que é que a nova série “Crew Girl” tem de tão especial para estar a conquistar o público?
Mas comecemos pelo início. A história acompanha Teagan Tao (Miku Martineau), uma jovem remadora que vê a sua vida mudar completamente depois de um escândalo familiar, e acaba por se mudar com a mãe, Ella (Jessica Paré), para a Costa Leste dos EUA. Lá, entra na prestigiada Easton Prep, mas descobre que não existe uma equipa feminina de remo. A solução? Tornar-se timoneira (a pessoa responsável por dar a direção e o ritmo à equipa) da equipa masculina da escola.
E é aqui que entra mais um dos ingredientes que pode explicar o fenómeno: o romance. Entre treinos, rivalidades e problemas familiares, Teagan vê-se dividida entre Josh Regis (Sam Braun), o popular menino de ouro da prestigiada escola, e Cam Dillinger (Kyle Clark), o rapaz mais reservado da equipa. Isto resulta num triângulo amoroso que rapidamente faz o público escolher lados e querer continuar a ver para descobrir quem fica com quem.
Espreite as imagens da série.
Certo é que a fórmula não é nova, mas todos sabemos que resulta. Nos últimos anos, as plataformas de streaming têm encontrado nas histórias de romances adolescentes uma forma de juntar drama, comédia e conflitos familiares, e “Off Campus”, “Eu e os Rapazes da Família Walter” ou “O Verão em que Me Apaixonei” são só alguns exemplos. Mesmo que o romance não seja o único foco da história, é sempre isso que agarra um espectador.
Mas “Crew Girl” acrescenta ainda outro ingrediente que pode ser um dos porquês do grande sucesso: na história, temos uma rapariga a tentar conquistar o seu espaço num ambiente dominado por homens, o que cria logo um sentimento de familiaridade. Teagan não está apenas a tentar perceber quem é, com quem quer estar ou onde pertence, mas está também a tentar provar que consegue liderar uma equipa masculina e ser levada a sério num desporto exigente.
No fim, há desporto, romance, rivalidades, segredos familiares e personagens que deixam espaço para fazer o espectador apaixonar-se, algo tão comum nas histórias “young adult”. Talvez seja também por isso que muitos já pedem a segunda temporada, apesar de esta ainda não estar confirmada pela Netflix – mas, ao que tudo indica, a narrativa deixar várias questões em aberto para tal.















