Os dias de praia estão a chegar ao fim. Como lavar e guardar as toalhas para sobreviverem até ao próximo ano?

Antes de arrumar as toalhas de praia, há cuidados que fazem a diferença. Da lavagem à secagem, saiba como preservar a suavidade e evitar maus cheiros até ao próximo verão.

Sobreviveram a mergulhos, sestas na areia e viagens enfiadas no fundo do saco, mas, pelo menos no momento de as armazenar durante os próximos meses, as toalhas de praia merecem mais do que uma dobra apressada e um “até para o ano”. Até porque ninguém quer estrear a próxima época balnear com uma toalha dura como pedra ou que tresande a arrecadação.

Mesmo que setembro ainda dê direito a uns fins de semana de pés na areia, vale a pena pensar na despedida e fazê-la em condições. Por isso, a Torres Novas partilhou, em comunicado, dicas para lavar e guardar as toalhas de praia depois do verão, pelo que já é uma bela ajuda no que toca a perceber o que está ao nosso alcance para preservar aquele acessório que escolhemos com quase tanto cuidado como o biquíni.

O primeiro passo acontece antes de carregar no botão da máquina: sacudir bem a toalha, de preferência quando estiver seca, para retirar a areia. Deverá desdobrá-la completamente e insistir nas bainhas e franjas. A ideia é deixar a praia na praia, por muito que apeteça levá-la connosco o resto do ano, claro.

No que diz respeito à lavagem, a etiqueta é que manda. A indicação de lavar até 40°C deve ser confirmada nas instruções de cada peça: nem todas as fibras, cores e acabamentos pedem o mesmo tratamento. A toalha de algodão felpudo e aquela versão fininha que cabe em qualquer mala não partilham necessariamente o mesmo manual de sobrevivência.

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Também convém resistir ao detergente “a olho”. Mais produto não equivale automaticamente a uma lavagem melhor, pelo que a marca recomenda cortar a dose para metade (ainda que também não seja uma receita universal). Por exemplo, num teste com oito detergentes líquidos, a DECO PROteste concluiu que meia dose pode bastar para sujidade ligeira, mas compromete a remoção de nódoas. Se a toalha estiver com nódoas, merece uma avaliação antes de se decretar a poupança.

Há outro hábito que pode estar a sabotar o quão fofinha a toalha está: o amaciador. Segundo a associação britânica de consumidores Which?, por exemplo, este produto pode deixar uma camada nas fibras que reduz a absorção e, com a acumulação, contribui para uma textura mais rígida. Uma toalha muito perfumada que mal seca a pele está claramente a falhar o seu trabalho. Assim, a Torres Novas recomenda substituir o amaciador por vinagre de limpeza.

Depois disto tudo, chega a hora de secar – e se lhe dissermos que até isso tem ciência por detrás? É verdade. Deverá, então, escolher um local arejado, à sombra, evitando a exposição prolongada ao sol direto, de modo a não danificar as fibras ou as cores. Deverá sacudir novamente a toalha antes de a estender. Se a etiqueta der carta branca para usar máquina de secar, opte uma temperatura baixa.

Por fim, guardar as toalhas de praia exige que estejam completamente secas. Para passar o inverno, prefira um armário seco e sacos de algodão que protejam do pó sem impedir a circulação de ar. Se a arrecadação costuma ser húmida, procure outro sítio ou, em último caso, adicione sacos perfumados ou de giz ou sílica, que ajudam a reduzir a humidade. Depois, sim, pode arrumá-las – mas, vá, convém deixar a favorita mais à mão, caso setembro ainda tenha uma última ida à praia na manga.

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