Nos últimos anos surgiu uma nova abordagem cirúrgica que promete redefinir a experiência da paciente: o MIA. A MAGG falou com a especialista Luísa Magalhães Ramos sobre o assunto.
A mamoplastia de aumento é, atualmente, uma das cirurgias estéticas mais procuradas pelas mulheres em todo o mundo. Mais do que uma intervenção estética, a verdade é que se trata frequentemente de um procedimento associado ao bem-estar, à autoestima e à superação de inseguranças relacionadas com o corpo, que, verdade seja dita, é um dos motivos que mais pode abalar a confiança de uma mulher.
E é por isso mesmo que, nos últimos anos, a evolução tecnológica na área da cirurgia mamária tem permitido o desenvolvimento de técnicas cada vez menos invasivas, com tempos de recuperação mais curtos e menor impacto no pós-operatório. Neste contexto, surge uma nova abordagem cirúrgica que promete redefinir a experiência da paciente: o MIA (Minimally Invasive Augmentation).
“As principais barreiras que afastam a mulher da mamoplastia estão relacionadas sobretudo com o tempo de recuperação, com o receio de dor e com um processo pós-operatório prolongado”, começou por dizer Luísa Magalhães Ramos, especialista em Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética, à MAGG. “No entanto, o MIA permite uma recuperação muito rápida, praticamente imediata, com retorno à atividade normal no dia seguinte”.
Ou seja, aqui, e pela experiência clínica da especialista, as pacientes não referem dor relevante, apenas algum desconforto localizado especialmente na zona da axila, que é o ponto de acesso do procedimento. Além disso, como não há dor significativa, a necessidade de medicação analgésica é bastante reduzida, sendo muitas vezes suficiente um analgésico leve ou, em alguns casos, uma anestesia local.
E o que é que distingue, afinal, uma mamoplastia de aumento tradicional do MIA? “Nós já trabalhamos com técnicas avançadas normalmente, mas o MIA traz outras vantagens. Ele distingue-se por precisar de uma incisão mesmo muito reduzida, com cerca de dois centímetros e na zona da axila. Também não se usa bisturi elétrico na dissecção, o que preserva os tecidos de serem cortados”, explicou.
Desta forma, o MIA acaba por fazer com que a paciente sinta menos dor pós-operatória, tendo uma recuperação mais rápida. “A recuperação é extremamente rápida e as pacientes conseguem retomar a sua vida normal no dia seguinte ao procedimento. O nível de dor é muito baixo, o que contribui para este regresso precoce às atividades diárias”, continuou Luísa Magalhães Ramos.
No entanto, há uma limitação: como a incisão é pequena, não é possível fazer um aumento de mais de 200cc. “É mais adequado para mulheres de estatura mais magra que pretendem um aumento mamário moderado e natural, sem grandes volumes, e que valorizem uma recuperação rápida. Não é muito aconselhável a mulheres com peitos descaídos e que precisam de remoção de pele”.
Mas a ausência de cicatriz e o facto de ser um processo rápido (o procedimento tem uma duração aproximada de apenas 90 minutos) pode muito bem ser um fator decisivo para quem procura um aumento mamário simples e discreto, o que é exatamente o que o MIA oferece. “A ausência de cicatriz pode ser relevante para algumas mulheres, sobretudo aquelas que valorizam muito a estética sem marcas visíveis”.
“Também é uma opção interessante para quem está indecisa há muito tempo e procura uma solução menos invasiva, com recuperação rápida. É o procedimento ideal para mulheres que valorizam sobretudo autonomia, liberdade e rapidez de recuperação, e no processo de decisão podem eliminar-se barreiras como falta de tempo, receio de recuperação prolongada ou limitações sazonais, como o verão”, rematou a especialista.
