Rock in Rio. Pedro Sampaio trouxe funk, uma artista surpresa e o “maior cavalinho do mundo” ao festival

Entre discursos emotivos e momentos absolutamente virais, houve espaço para o maior “cavalinho” do mundo e uma surpresa inesperada. Contamos-lhe tudo.

Pedro Sampaio no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa 2026

Pedro Sampaio não veio para brincar. Quem escolheu a Cidade do Rock para o ver sabia exatamente ao que vinha: uma festa sem filtros, sem pausas e com o termómetro da animação calibrado para o máximo. E foi precisamente que o DJ brasileiro entregou este sábado, 20 de junho, no primeiro dia do Rock in Rio Lisboa.

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O concerto arrancou com uma nota surpreendentemente emotiva: um vídeo motivacional projetado nos ecrãs gigantes, mostrando imagens do artista ainda em criança, relembrando os tempos em que ainda não era a figura incontornável que é hoje. Mas a nostalgia rapidamente deu lugar à energia pura, pontuada por fogos de artifício com as cores do Brasil, que pintaram o céu do Parque Papa Francisco.

Pedro Sampaio começou o espetáculo no topo de uma imponente estrutura em pirâmide, posicionado atrás da sua mesa de mistura e rodeado por um corpo de bailarinos bem conhecidos do público. Ao som de “Poc Poc” e do icónico grito de guerra “bota um funk”, a Cidade do Rock transformou-se instantaneamente num autêntico baile funk a céu aberto, onde ninguém conseguiu ficar indiferente à batida (nem mesmo os mais velhos que também foram rebolando ao som da batida).

Pedro Sampaio provou ser um verdadeiro mestre de cerimónias, controlando os níveis de adrenalina da multidão com muita precisão. A setlist avançou sem grandes pausas, alternando entre grandes êxitos da sua autoria, como “No Chão Novinha” e “Galopa”, que proporcionou uma coreografia em cheio na plateia, sempre com uma sucessão frenética de blocos temáticos e sequências de dança, fazendo com que ninguém ficasse parado um único segundo.

Se o público já estava em êxtase, os hits “Sequência Feiticeira” e “Sequência Caramelo” levaram o público à loucura. O DJ arriscou (e ganhou) ao lançar mashups improváveis que colaram perfeitamente no ouvido, tendo misturado batidas de funck com o pop internacional de Rihanna – olá, “Where Have You Been” – e Justin Bieber, passando ainda pelo universo do esquema, com o icónico “Danza Kuduro”.

Num concerto cheio de alma brasileira não faltou o clássico dos anos 2000 “Só as Cachorras”, que transformou o festival numa autêntica discoteca com clássicos de house music como “One More Time”, dos Daft Punk, ou “I Love It”, de Icona Pop.

Mas o ponto mais alto do concerto – ou, arriscamo-nos a dizer, o mais esperado –, aconteceu durante a performance de “Sequência Striptease”. Se o público já previa a icónica e viral atuação do dançarino Riquencio, ficou ainda mais delirante ao ver o dançarino não só a dançar com a típica cueca branca e fio dental vermelho, mas com a palavra “Portugal” escrita na parte traseira das cuecas. Um golpe de audácia que apanhou todos de surpresa.

Percebendo que tinha o público totalmente rendido, Pedro Sampaio selou a comunhão com o público ao lançar o clássico hino de festivais “Esta m**** é que é boa”, cantada a plenos pulmões por milhares de vozes.

A meio do espetáculo, o ritmo frenético abrandou por uns instantes para dar lugar à gratidão. Visivelmente emocionado com a receção em solo português, Pedro Sampaio fez uma pausa para falar diretamente com os fãs: “Comecei a tocar no meu quarto, virado para a janela do meu quarto. O meu público era quem me via da janela. Hoje, o meu público é o Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa”.

Quando começaram a ecoar os primeiros acordes do remix do clássico “I Like to Move It, Move It”, o público continuava ao rubro, mas a temperatura subiu ainda mais quando a meio do mega-hit que marcou o verão brasileiro “Jetski”, Melody fez uma aparição surpresa, surpreendendo todos que vibravam com a música. A química entre os dois artistas e a energia dos dançarinos injetaram uma nova força no concerto.

Antes do final, houve ainda tempo para ver Pedro Sampaio saltar com a bandeira de Portugal aos ombros ao som de “Perversa” e “Dançarina”.

Na reta final outro dos momentos mais icónicos foi ao som de “Sequência Cunt”, que transformou o relvado do Palco Mundo num mar de leques a abrir em sincronia, não tivesse a equipa do artista estado a distribuir leques pela multidão. A sincronização dos leques foi tão eficiente e audível que por momentos apenas se ouvir o bater dos abanicos, uma imagem que emocionou Pedro Sampaio.

Um dos momentos mais esperados e aplaudidos foi efetivamente quando Pedro Sampaio decidiu testar os limites do público ao som do hit “Cavalinho”, onde o DJ desafiou a multidão para criar “o maior cavalinho do mundo” no meio da plateia, e sem dúvidas que conseguiu.

Sob o lema das bandeiras que cruzavam a pista proclamando o “Brazilian Chaos” (nome da tour do cantor), Pedro Sampaio entregou mais do que um concerto de festival. Entregou um autêntico baile funk com a animação brasileira, fazendo deste um espetáculo cheio de dinâmicas cénicas e com uma capacidade de fazer o público sentir-se parte do espetáculo.

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