Tráfico de crianças na Vinted? Autoridades investigam possível rede ilegal na plataforma

Os utilizadores da Vinted alertaram as autoridades para uma possível rede de tráfico infantil depois de verem anúncios com peluches a preços exorbitantes, idades e tamanhos de roupa.

Em França, vários anúncios da Vinted, plataforma de compra e venda em segunda mão, estão a gerar polémica e levaram mesmo as autoridades a abrir uma investigação que pode envolver tráfico de menores.

Em causa estão dezenas de imagens e vídeos de anúncios considerados “estranhos” para alguns utilizadores da plataforma, segundo o “El Mundo. As publicações continham peluches e brinquedos com preços que chegavam aos quatro dígitos, acompanhados por descrições que levantaram muitas suspeitas.

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Muitos deles continham idades, tamanhos de roupa infantil e características físicas. Um exemplo partilhado nas redes sociais mostrava um artigo de uma “rosa”, para levantamento em Portugal, por 20 mil euros.

Os casos foram denunciados à PHAROS, uma plataforma francesa de denúncia de conteúdos ilegais na internet. Segundo a rádio francesa Europe 1, a polícia francesa já está a investigar o caso.

Perante a polémica, a Vinted divulgou um comunicado nas redes sociais. A plataforma garante que realizou uma investigação interna, contudo, não encontrou provas para comprovar uma ligação entre os anúncios e uma alegada rede de tráfico de menores – e não é a única a dizê-lo. No mesmo comunicado, a empresa diz que a Mimikama, uma organização austríaca de verificação de factos, chegou à mesma conclusão depois de uma análise independente.

A Vinted defende que alguns anúncios referiam-se a brinquedos de coleção e que a indicação dos anos ou das características físicas, como a altura e os centímetros, diziam respeito às idades recomendadas ou ao tamanho adequado para a utilização dos produtos, contrariando assim a alegada rede de tráfico de crianças.

Por fim, a Vinted admite que os anúncios podem ter sido criados para provocar reações dos utilizadores propositadamente e alimentar a circulação da teoria pelas redes sociais.

Esta não é a primeira vez que a plataforma de compra e venda de artigos em segunda mão é acusada de ser um meio para as redes de tráfico humano, contudo, nunca foram encontradas provas que o comprovassem.

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