A mais recente novidade da Samsung esteve connosco durante uma semana – e apesar de o tempo não dar para muito, algumas características revelaram-se bem importantes logo desde os primeiros minutos. Saiba tudo.
Há uns anos, um telemóvel que se dobrava ao meio parecia pertencer mais ao futuro – ou ao passado, dependendo do modelo – do que ao bolso de alguém. No entanto, hoje, os dobráveis começam a ocupar um espaço cada vez mais natural no mercado dos telemóveis, e à medida que o factor novidade deixa de ser importante, não podemos negar que chega a uma pergunta mais importante: afinal, para que é que serve ter um telemóvel que dobra?
A Samsung tem sido uma das marcas a apostar mais nesta categoria e, em Portugal, diz já existirem cerca de 55 mil pessoas com um equipamento deste género, pelo que já não são surpresa para ninguém. Ou seja, o Galaxy Z Flip8 chega precisamente nessa fase de transição, em que os dobráveis começam a deixar de ser uma novidade tecnológica para se tornarem numa alternativa rentável. “O Flip é o design no seu bolso”, começou por dizer Ana Oliveira, Head of Marketing and Retail da Samsung, à MAGG.
“É crucial termos equipamentos adaptados às necessidades e à utilização de cada consumidor, porque os dobráveis continuam icónicos, mas não são novidade. O Flip está, por exemplo, mais associado à criação de conteúdos”, continuou, dando assim a perceber que este é um modelo que pode vir a cativar quem gosta de tirar fotografias, editar conteúdos e até publicar novidades. No entanto, antes de chegarmos aí, passemos primeiro por todas as suas características.
Leve e bem fino quando aberto, o Flip8 não parece extraordinariamente diferente de um smartphone convencional, pelo menos até ao momento em que o fechamos. Aí, tudo muda: passa a caber em bolsos mais pequenos, em malas onde um telemóvel normal ocupa demasiado espaço e, sobretudo, torna-se um objecto que não precisamos de ter permanentemente aberto à nossa frente. E até no modelo rosa que experimentámos, há ainda a componente estética: é discreto, mas diferenciado.
Foi, aliás, fechado que passámos grande parte da semana com ele. O ecrã exterior de 4,1 polegadas permite consultar notificações, responder a mensagens, controlar música, ver redes sociais e até espreitar um episódio de uma série sem abrir o telemóvel. Parece uma alteração pequena, mas mudou alguns hábitos, uma vez que antes de abrir o telemóvel sempre que chegava uma notificação, passámos a decidir primeiro se valia a pena fazê-lo.
“Uma das grandes mais-valias do Flip está também nas capacidades do ecrã exterior, sem ser necessário abrir o equipamento, porque o facto de não termos de estar constantemente a fazê-lo é extremamente importante para quem procura este tipo de design”, disse Ana Oliveira, e depois de uma semana de utilização, o argumento é mais do que válido: às vezes, a melhor utilização de um ecrã é precisamente não termos de o usar demasiado (e depois vermos o tempo de ecrã no final da semana a ser elevado).
A fotografia e o vídeo são outras das partes importantes desta experiência. A Head of Marketing and Retail da Samsung falou na ideia de uma “digicam”, recuperando as antigas câmaras compactas e adaptando-a à forma como hoje fotografamos e partilhamos tudo. “A maioria das pessoas não leva uma máquina fotográfica consigo nas férias ou num passeio em família. A maioria das pessoas usa o telemóvel para depois partilhar nas redes sociais ou com os amigos e familiares”, disse.
E apesar de isto parecer duvidoso, houve algo que se percebeu rapidamente: o Flip8 torna mesmo mais fácil criar conteúdos completamente sozinho. Isto porque, por exemplo, ao dobrá-lo e pousá-lo numa superfície, conseguimos escolher o ângulo, afastarmo-nos e usar o enquadramento automático para nos mantermos na imagem, com o telemóvel a servir praticamente de tripé e câmara. É só colocar um temporizador se quiser tirar fotografias ou uma contagem para fazer vídeos e voilà, não precisa de mais ninguém.
É também por isso que o Flip8 nos pareceu mais interessante para quem vive bastante através destes conteúdos do que para quem procura simplesmente mais potência – aliás, a própria marca identifica essa utilização como “uma das características do modelo” e, segundo Ana Oliveira, os consumidores estão cada vez mais atentos ao que conseguem fazer com um equipamento do que propriamente a comparar números. “O consumidor olha cada vez mais para os benefícios e não apenas para as especificações”.
Além disso, há várias funcionalidades pensadas precisamente para tornar esta experiência mais simples. O ProVisual Engine, por exemplo, procura melhorar o detalhe dos retratos, enquanto que o Flex Mode permite fotografar ou filmar em modo mãos-livres a partir de diferentes ângulos. Há ainda o Camcorder Grip com Zoom Rocker, pensado para dar mais estabilidade quando gravamos em movimento, e o Super Steady, que ajuda a manter a imagem direita e estável – algo, lá está, particularmente útil quando estamos a filmar sozinhos.
A inteligência artificial também está, claro, presente, mas não foi aquilo que mais nos convenceu. Isto porque experimentámos remover objectos de fotografias e editar imagens e, apesar de os resultados terem sido interessantes, alguns exigiram mais do que uma tentativa. No entanto, o Now Brief é perfeito para darmos um exemplo positivo da IA: esta especificação fez bastante sentido no nosso quotidiano, sobretudo pela forma como permite consultar rapidamente no ecrã exterior um resumo do que pode ser relevante ao longo do dia.
Já no desempenho, a experiência foi tranquila. O Flip8 respondeu sempre de forma fluida e, com uma utilização normal, conseguimos chegar a cerca de dois dias de bateria. Não é algo revolucionário, mas é suficiente para que a bateria não se transforme numa preocupação. No entanto, o ecrã interior acabou por dar algum trabalho, uma vez que, por ser maior do que aquilo a que estamos habituados, tornou-se cansativo depois de utilizações mais prolongadas. Esta é, no entanto, uma opinião pessoal.
Desta forma, e depois de apenas uma semana, não faz sentido dizer que o Flip8 mudou a nossa relação com os telemóveis, mas também não podemos negar que muitas das suas características são bem cativantes – e talvez seja aí que está o argumento dos dobráveis. Isto porque a Samsung começou a trabalhar neles em 2019 e está agora na oitava geração, uma evolução que Ana Oliveira resumiu em duas palavras: “inovação e confiança”. “Temos pessoas que utilizam há anos e que regressam. Isso mostra-nos que existe fidelização em torno dos dobráveis”.
O Samsung Galaxy Flip8 já está disponível em rosa, cinza e creme, e tem os preços começam nos 1549,90€.
E o Galaxy Watch9?

E se o Flip8 procura alterar a forma como usamos um telemóvel, o Galaxy Watch9 tem uma outra ambição: acompanhar o nosso dia sem exigir demasiada atenção. Ao experimentármos o novo dispositivo, tivemos também a oportunidade de ficar a conhecer o mais recente relógio da marca, e, começando pelo design, esta foi uma das primeiras coisas de que mais gostámos: com uma forma redonda e ligeiramente rectangular, foi bem diferente daquilo que já tínhamos visto.
Além disso, é leve e suficientemente discreto para combinar com diferentes momentos do dia a dia, e as notificações no pulso acabaram por ter precisamente a vantagem que esperamos sempre de um smartwatch: permitem perceber se vale ou não a pena tirar o telemóvel do bolso, o que acabou por complementar também a experiência do ecrã exterior do Flip8. Foi, no entanto, na área do bem-estar que encontrámos a utilização mais interessante.
Isto porque o acompanhamento do sono vai além da simples indicação de quantas horas dormimos, apresentando também métricas como a latência do sono. A Pontuação de Energia foi também outro ponto positivo, transformando diferentes dados numa leitura mais fácil sobre o nosso estado geral. “Hoje em dia, a preocupação com a saúde já não está apenas relacionada com o desporto”, explicou Ana Oliveira. “Falamos cada vez mais de wellness, de equilíbrio e de bem-estar”.
É, por isso, uma abordagem que faz sentido: mais do que dizer quantos passos demos, o relógio tenta ajudar-nos a perceber como realmente estamos, e pareceu-nos bastante interessante precisamente como um companheiro diário. Reunindo atividade, descanso e tantas outras métricas, ficou claro que o Watch9 é menos sobre transformar cada pessoa num atleta e mais sobre prestar atenção ao nosso corpo.
A bateria foi, sem dúvida, o ponto em que ficámos menos convencidos. Durante uma semana, precisámos de carregar o relógio cerca de duas vezes, e apesar de o carregamento ser simples, a pouca autonomia tornou-se relevante quando falamos de um dispositivo que queremos usar também durante a noite. Ainda assim, entre o conforto, o design, as notificações e a informação que reúne sobre a nossa rotina, o Watch9 conseguiu integrar-se facilmente no dia-a-dia.
O Samsung Galaxy Watch9 já está disponível por 409,90€.






