Alheiras, pastel de Chaves e vinhos. Este mercearia-charcutaria fica em Lisboa e guarda tesouros transmontanos. Eis o que precisa de saber.
Quantas vezes já ouviu a frase “já não se fazem produtos como antigamente”? Ou procurou algo autêntico e genuíno e acabou por encontrar prateleiras de supermercado cheias de produtos que parecem todos iguais? Numa altura em que o comércio é dominado pelas grandes marcas, ainda há quem aposte nos sabores tradicionais e nos pequenos produtores. A MAGG descobriu um espaço que traz os sabores de Trás-os-Montes e do Alto Douro até Lisboa e promete fazer as delícias dos amantes de charcutaria.
Chama-se Pitéu Transmontano e é uma mercearia-charcutaria dedicada exclusivamente a pequenos produtores de Trás-os-Montes e do Alto Douro, no Largo Dona Estefânia, em Lisboa, aberta desde fevereiro de 2024. Do fumeiro artesanal aos presuntos e alheiras de produtores locais, passando por vinhos da região, folares tradicionais e produtos DOP/IGP, não faltam sabores com assinatura tradicional.
“O Pitéu Transmontano é uma mercearia 100% portuguesa”, começa por explicar João Martinho, um dos fundadores, à MAGG. “Não há nenhuma loja no País que tenha todos os produtos de Trás-os-Montes como nós temos. Damos primazia a produtos originais e típicos de cada região e vamos incluindo outros de diferentes zonas do país. Trabalhamos com produtores que muitas vezes não têm forma de escoar o seu produto”, acrescenta.
A decisão de criar o Pitéu Transmontano surgiu numa fase em que Sara Lopes e João Martinho procuravam uma mudança de vida e um regresso às origens e à tradição. “Estamos um pouco cansados da pressão lisboeta, do ritmo de trabalho e desta impessoalidade da vida em Lisboa. Este projeto permitiu-nos voltar às origens, ter um espírito de bairro, ajudar as pessoas e trazer produtos diferenciados. A nossa missão é trazer os produtos da terra até ao coração do bairro e às pessoas”, frisa.
Com raízes no mundo agrícola, o casal sempre acompanhou de perto os desafios dos pequenos produtores e decidiu criar um espaço para os apoiar. “Sentíamos falta do comércio tradicional, de produtos diferenciados que não se encontram nas grandes superfícies e de alguém que representasse estes produtores”, afirma, deixando explícito que, mais do que vender enchidos, vinhos ou folares, o objetivo passa por dar a conhecer as histórias por detrás de cada produto.
Passados dois anos da abertura, o casal quer continuar a crescer e levar o projeto a outras cidades, incluindo junto de públicos estrangeiros. “99% dos nossos clientes são portugueses, o outro 1% são estrangeiros que vivem cá, e queremos chegar a mais estrangeiros residentes em Portugal que procuram produtos genuínos”, acrescenta João Martinho.










