“Uma Casa na Pradaria”. Icónico livro do século XX é agora uma série da Netflix – e já é uma das mais vistas

Uma Casa na Pradaria” promete todo o romance familiar que os livros da saga também têm, mas nunca evitando as duras realidades de viver uma vida na fronteira.

Só não está em primeiro lugar pois parece que “Eu Vou Encontrar-te”, baseado em mais um bestseller de Harlan Coben, não quer arredar pé do topo das séries mais vistas da Netflix – mas é só mesmo por isso, pois “Uma Casa na Pradaria” já mostrou que chegou para conquistar o público inteiro. Também baseada numa obra literária, mas desta vez da escritora que viveu não só no século XIX como no século XX Laura Ingalls Wilder, esta nova produção estreou a 9 de julho e já se encontra no segundo lugar das mais vistas, e promete não parar por aqui.

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No entanto, esta nova versão da história – uma vez que não é a primeira adaptação que existe da obra – não é só mais uma. Aqui, a equipa de Rebecca Sonnenshine, a produtora, decidiu misturar drama familiar, uma épica história de sobrevivência e um relato das origens do Oeste americano, transformando o amor de família numa partilha emotiva. “O que está no centro é uma família que está sempre presente uns para os outros, que partilha histórias entre si e conta histórias sobre si própria”, disse ao “Tudum“.

E sobre o que fala, afinal, a nova série? Baseada no terceiro livro da saga, a primeira temporada de “Uma Casa na Pradaria” acompanha a família Ingalls enquanto estabelece o seu “novo lar para sempre” nos arredores da vila de Independence, que tem crescido cada vez mais. Caroline (Crosby Fitzgerald) e Charles (Luke Bracey) são os pais de Laura (Alice Halsey) e Mary (Skywalker Hughes), e acompanhados pelo cão Jack, acabam por enfrentar as duras condições da vida nas pradarias do século XIX, incluindo febres, lobos e incêndios.

No entanto, apesar de a família Ingalls ser o centro da narrativa, esta adaptação da Netflix acaba por alargar a sua perspetiva, incluindo pontos de vista que os livros de Laura Ingalls Wilder não exploraram tanto.  Um exemplo disso é o destaque maior dado ao povo Osage, que há muito considera aquelas pradarias a sua terra ancestral e que pode vir a dar dores de cabeça à família. Para isso, é-nos apresentada a família Mitchell e a sua comunidade, profundamente enraizadas em Independence.

“É uma história sobre pessoas que decidem quem querem ser e procuram uma vida melhor. Há sempre a possibilidade de nos reinventarmos e redescobrirmos quem somos, aquilo que realmente valorizamos, o tipo de pessoas que queremos ser, as aventuras que queremos viver e a vida que desejamos construir”, disse ainda a produtora. Desta forma, é através de narrativas familiares que a série explora oportunidades e consequências na mesma vila, mas nunca no mesmo meio.

Assim, centrada numa família unida e carinhosa, repleta de música, tarefas do quotidiano e aventuras, “Uma Casa na Pradaria” promete todo o romance familiar que os livros da saga também têm, mas nunca evitando as duras realidades de viver uma vida na fronteira. Alguns episódios incluem momentos de perigo, como travessias de rios, ataques de animais, doenças graves e temas emocionalmente exigentes, mas o objetivo é só um: mostrar que, por vezes, a família é mesmo tudo o que temos na vida.

Veja as fotos da série.

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