Sandra Felgueiras vai perder mais de 151 mil euros no colapso do BPP. Pai e tio também perdem dinheiro

Sandra Felgueiras vai receber apenas 13.911 euros dos 165.613 euros que lhe foram reconhecidos no processo de liquidação do BPP. A jornalista perde, assim, mais de 151 mil euros com o colapso do banco fundado por João Rendeiro.

Sandra Felgueiras

Sandra Felgueiras vai recuperar apenas uma pequena parte do dinheiro que lhe foi reconhecido no processo de liquidação do Banco Privado Português (BPP). Segundo o mapa de rateio parcial dos créditos comuns, apresentado este mês pela comissão liquidatária do banco fundado por João Rendeiro, a jornalista da TVI e da CNN Portugal receberá 13.911 euros, o equivalente a 8,4% do crédito reconhecido, escreve o “Correio da Manhã”.

De acordo com a lista de credores comuns, Sandra Felgueiras tem um crédito reconhecido de 165.613 euros. Isso significa que perderá cerca de 151.702 euros, uma vez que o pagamento agora proposto corresponde apenas a uma fração do valor validado pela comissão liquidatária.

A jornalista faz parte da lista de cerca de 5600 credores comuns do antigo banco, cuja insolvência continua a produzir efeitos quase duas décadas depois do colapso da instituição financeira.

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No entanto, o valor inicialmente reclamado por Sandra Felgueiras era bastante superior. Segundo uma lista anterior de credores, a jornalista reclamou um crédito de 853.392 euros. Desse montante, apenas 192.167 euros, incluindo juros, foram inicialmente reconhecidos, tendo ficado por validar mais de 661 mil euros.

Na altura, em declarações ao jornal “24 Horas”, Sandra Felgueiras esclareceu que o montante reclamado não correspondia a uma poupança sua. Segundo explicou, tratava-se de um investimento realizado pelo pai, o advogado José Augusto de Sousa Oliveira, numa conta bancária com três titulares, da qual era também cotitular. “Não tenho esse dinheiro, nem nunca tive”, afirmou então a jornalista.

O processo envolve também outros elementos da família. O pai e o tio de Sandra Felgueiras, Joaquim Azemiro de Sousa Oliveira, reclamaram igualmente créditos no valor de 853.392 euros cada.

No caso do pai, foi reconhecido um crédito comum de 362.626 euros, pelo qual receberá cerca de 30.460 euros. Já o tio viu reconhecido um crédito de aproximadamente 172 mil euros e deverá receber cerca de 14.400 euros. Em ambos os casos, o pagamento corresponde igualmente a 8,4% do valor reconhecido.

Os montantes agora considerados como créditos comuns já refletem os valores anteriormente pagos através do Sistema de Indemnização de Investidores (SII), que cobre até 25 mil euros por investidor, e do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), responsável pela proteção de depósitos bancários até ao limite de 100 mil euros por depositante.

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