Mas, para além de todas as funcionalidades e números, existe uma pergunta que não quer calar: afinal, como é que o Huawei Watch GT7 funciona na vida real? Saiba o que achámos.
Há smartwatches que são pensados quase exclusivamente para quem vive do exercício físico e outros que apostam sobretudo no design – mas a Huawei continua a tentar ficar no meio destes dois mundos. Agora, a marca acabou de apresentar o seu novo Huawei Watch GT7, e é com ele que quer provar que é sim possível ter um relógio preparado para acompanhar não só os treinos como a saúde e o dia a dia, sem ser preciso ter de escolher entre tecnologia e conforto.
Disponível em versões de 41 e 46 mm, o novo smartwatch aposta numa maior versatilidade, com diferentes cores e braceletes para se adaptar a diferentes estilos e momentos. Até porque a ideia é simples: criar um relógio que funcione no ginásio, no escritório, numa caminhada ou até num jantar, sem parecer que estamos constantemente a usar um acessório exclusivamente desportivo – e verdade seja dita, esta é uma gama que sabe sempre como trazer isso para cima da mesa.
No seu interior, a Huawei volta a reunir mais de 110 modos de treino e várias ferramentas dedicadas à saúde e ao bem-estar, deixando claro que, lá está, o seu objetivo não é só o exercício. Entre as novidades estão os mini-workouts, pensados para incentivar pequenos momentos de movimento, e novas funcionalidades relacionadas com a recuperação física, que analisam dados como o sono ou a frequência cardíaca para ajudar a perceber melhor o corpo.
Além disso, a série também reforça a aposta nas atividades ao ar livre, incluindo novidades para ciclismo e desportos de neve. Para quem pratica esqui ou snowboard, por exemplo, este relógio consegue acompanhar diferentes dados relacionados com a atividade e disponibiliza até mapas, o que é sempre bom para quem procura por isso no mercado. Mas, para além de todas as funcionalidades e números, existe uma pergunta que não quer calar: afinal, como é que o Huawei Watch GT7 funciona na vida real?
O que é que achámos do novo relógio?

Ora, a primeira atualização que nos chamou a atenção no novo dispositivo da Huawei não foi o ecrã, e nem sequer foi uma nova funcionalidade de saúde – foi mesmo a bracelete. Isto porque o sistema não podia ser mais diferente daquele a que estamos habituados: a extremidade da bracelete fica recolhida para o interior, prendendo a parte de metal num dos buraquinhos e depois voltando para dentro. Pode parecer um pequeno detalhe, mas, na utilização diária, a verdade é que faz bastante diferença.
E porquê? Porque o resultado é simplesmente um relógio mais confortável. Ao escrever no computador deixa de existir aquela sensação incómoda de estar constantemente a bater na mesa ou no pulso, e no ginásio, por exemplo, também funcionou muito bem. E sim, até para quem gosta de usar o relógio enquanto dorme para ver no dia seguinte as métricas do sono a novidade é suficientemente confortável, não precisando de alargar a banda (pelo menos era o que nós fazíamos antes) para dormir melhor.
Aliás, outro dos pontos positivos acaba por se interligar com o seu conforto, sendo precisamente a versatilidade do seu design. Isto porque apesar de ter todas as funcionalidades de um smartwatch moderno, o Huawei Watch GT7 não fica limitado ao contexto desportivo, sendo fácil perceber que pode funcionar com vários estilos. E, claro, a possibilidade de trocar de bracelete ajuda a adaptar o relógio a momentos mais descontraídos, mais elegantes ou mais simples do dia a dia.
As notificações no pulso foram também uma das funcionalidades de que mais gostámos – e que mais utilizámos. Pode parecer algo simples, mas a verdade é que ter as informações importantes diretamente no pulso acabou por significar menos idas desnecessárias ao telemóvel, e isso ajuda muito na questão de querer ou não um smartwatch. Em vez de pegarmos constantemente no telemóvel para perceber quem tinha enviado uma mensagem, bastava olhar para o relógio.
No entanto, é na área da saúde e do bem-estar que continuamos a encontrar alguns dos pontos mais interessantes da marca. Utilizámos regularmente as funcionalidades do sono, da saúde e do bem-estar e os dados apresentados batiam com aquilo que estávamos efetivamente a sentir e a fazer, deixando sempre claro, por exemplo, o porquê de termos aquela sensação de que não dormimos tão bem. Aliás, nota-se que a marca está a tentar tornar esta experiência cada vez mais completa.
A grande surpresa, contudo, foram os mini-workouts, pequenos exercícios que podem ser feitos ao longo do dia e que incluem movimentos simples para combater o sedentarismo. Na prática, acabámos por utilizar esta funcionalidade sobretudo durante o trabalho, como uma forma rápida de fazer uma pausa e mexer o corpo, e efetivamente ajudou muito. Claro que não vai substituir um treino, mas é uma ideia simples e bastante útil para quem passa muitas horas sentado à secretária (e não só).
No que diz respeito ao exercício físico, testámos o Huawei Watch GT7 sobretudo no ginásio, em sessões de cardio e musculação, mas também em caminhadas e corridas indoor. Os dados apresentados pareceram-nos consistentes, e apesar de não termos experimentado as novas funcionalidades dos desportos de neve (não esteve grande tempo em Portugal para isso), esta é, sem dúvida, uma das grandes novidades desta geração de que muitos especialistas já falaram bem e que certamente fazem a diferença.
E depois há a bateria – uma das áreas em que a Huawei já nos habituou a resultados muito fortes e que nunca desilude. Isto porque a marca anuncia até 14 dias de autonomia, dependendo da utilização, mas a nossa experiência foi particularmente positiva: durante cerca de três semanas de utilização, com notificações, treino e monitorização de várias funcionalidades, carregámos o relógio apenas uma vez. Mais do que um número, isto traduz-se numa coisa muito simples – deixámos de pensar no carregador.
Se encontrámos algum ponto negativo? Sinceramente, não houve nada que se tenha destacado de forma particularmente negativa durante o teste. A enorme quantidade de modos e funcionalidades pode, no início, parecer um pouco intimidante para quem procura apenas um smartwatch moderno e fácil de utilizar, mas a boa notícia é que não é preciso utilizar tudo para aproveitar o relógio, e esta novidade é suficientemente intuitiva para ir descobrindo por si mesmo todas as suas funcionalidades.
No final, o Huawei Watch GT7 deixa-nos com uma sensação bastante clara: é um relógio pensado para quem quer tecnologia no pulso, mas não quer necessariamente um relógio demasiado tecnológico. Tem um design versátil, é confortável, acompanha o exercício, ajuda a perceber melhor alguns indicadores de saúde e ainda oferece uma autonomia que continua a ser uma das suas maiores vantagens, pelo que é certamente um modelo a ter em consideração na sua próxima escolha.
O Huawei Watch GT7 Standard fica disponível esta quarta-feira, 2 de setembro, a partir de 299,99€.



















