Nicolau, Amélia, Basílio e Olívia. Conhece a curiosa história por detrás dos nomes dos famosos restaurantes?

A MAGG marcou presença nos festejos do 10.º aniversário do grupo Nicolau e ficou a conhecer a vida do cão salsicha e dos seus familiares. Saiba tudo

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Se gosta de um bom brunch e se não vive debaixo de uma pedra, certamente já terá ouvido falar do Grupo Nicolau, que acaba de fazer 10 anos de história. Durante uma década, o grupo conta com quatro restaurantes com conceitos diferentes. Mas será que alguma vez parou para pensar no razão pela qual os restaurantes têm nomes de pessoas e personagens (nomeadamente cães) associadas?

A verdade é que, se o Grupo Nicolau teve e continua a ter tanto sucesso, foi por ter pensado em todos os detalhes – e, de facto, os nomes e as personagens não foram escolhidas ao acaso, mas já lá vamos. Importa, antes de tudo, começar a explicar como surgiu o primeiro Nicolau, que revolucionou o mundo do brunch em Portugal.

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A MAGG esteve presente na festa de aniversário do Grupo Nicolau, feita no Amélia, em Lisboa, onde tivemos a oportunidade de falar com Bárbara Pinto, dona do grupo, que nos esclareceu várias curiosidades, bem como nos explicou a fórmula do sucesso.

“Criámos o Nicolau porque procurava um sítio que não encontrava em lado nenhum. Um sítio que tivesse cozinha aberta para poder tomar o pequeno-almoço ao meio-dia, que não existia, com pratos que eu não encontrava em lado nenhum, desde as papas de aveia às panquecas sem glúten e sumos verdes” começa por explicar Bárbara Pinto, em entrevista à MAGG.

“No fundo eram os pratos que eu fazia em casa e não os encontrava em lado nenhum. Claro que tudo é resultado das viagens que fizemos, de receitas que fizemos em casa ou que fui pesquisando, viagens à Ásia e pela Europa. Isto é um resultado da minha vida, de tudo o que vivi com as minhas filhas, maridos e os meus pais”, acrescentou.

Do Nicolau à Olívia, qual a história por detrás das personagens?

Depois da ideia, surgiu a procura por um local, que também não foi ao acaso. Já pensou que grande parte dos restaurantes, como o Olívia, em Lisboa, e o Nicolau, no Porto, salvo exceções, estão numa esquina? Foi tudo pensado. “Nós no fundo encontramos um espaço e começamos a idealizá-lo. A partir daí começamos a pensar numa história”, diz.

Segue-se então a escolha do nome e aqui é que está a parte engraçada por detrás deste grupo de sucesso. “Quando estava a construir o espaço [do primeiro Nicolau], ainda não tinha escolhido o nome Nicolau, mas olhei para a placa da rua e li: ‘Rua de São Nicolau’ e achei um nome original. A única pessoa que conhecia com esse nome era o Nicolau Breyner e pensei: ‘porque não?’. É um nome bastante português, único e lindo“, conta.

Depois do Nicolau surgiu um outro espaço, desta vez mais feminino, ao contrário do primeiro espaço. “Amélia é a namorada do Nicolau. Quisermos fazer um storytelling de uma história de amor. Em vez de ser uma cadeia, ser uma história de amor” – e, de facto, foi algo diferenciador que acabou por cativar os amantes de brunch.

“Todos os espaços são diferentes: o Amélia é mais feminino e mais cor de rosa, o Nicolau é mais verde. Daí ser um poodle a namorada do Nicolau. Depois veio o primo, que era um imigrante que vinha da Ásia e que aterrou e quis abrir um café mais alternativo, que era o Basílico, inspirado no livro ‘O Primo Basílio’, do Eça de Queiroz, que é um dos meus preferidos”, detalha.

O último conceito a ser criado foi a Olívia, que é a dona de Nicolau. “No fundo, representa um pouco de mim, mas com outro nome. A dona e mãe do Nicolau procura ter uma vida equilibrada e saudável, mas também divertida porque todos nos temos de divertir também. A Olívia é work hard, party high. E work hard no sentido de procurar ter uma boa alimentação, fazer desporto, estar com pessoas que nos fazem bem”, salienta.

Depois de tantos sucessos, ainda há espaço para sonhar e ir mais longe. O Grupo Nicolau abriu mais um restaurante no Largo Alberto Pimentel, no Porto, desta vez com um conceito bastante diferente da marca. Pode dizer adeus ao brunch guloso porque no Glória chega-se para jantar com comida portuguesa e acaba-se por ficar com cocktails criativos e boa música.

Glória é o novo restaurante do Grupo Nicolau. “Quisemos abrir uma coisa completamente diferente, fora da caixa”
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“Vamos sair da nossa zona de conforto. Sentimos que tínhamos de ter um desafio diferente. Já temos lá o Nicolau e a Amélia, que correm muito bem, mas agora quisemos abrir uma coisa completamente diferente, fora da caixa. E é a nossa Glória, vamos ver se é uma glória”. O espaço foi feito para prolongar a noite, entre pratos para partilhar, cocktails e boa música. A marca aposta assim numa experiência intimista e descontraída, numa atmosfera vibrante e acolhedora, que convida os mais ousados a criar novas memórias entre amigos e a divertirem-se no varão da casa de banho ao som da música.

“Decidimos abrir um restaurante que abre à noite, só com comida essencialmente portuguesa, com uma ligeira interpretação nossa, com boa música portuguesa. Temos uma playlist de grandes cantores antigos portugueses dos anos 80 e 90”, conta Bárbara Pinto.

Para celebrar os 10 anos do Grupo Nicolau, a marca decidiu marcar o momento especial à mesa e lançar, pela primeira vez, novos menus em todos os restaurantes, tanto em Lisboa como no Porto. Nicolau, Amélia e Olívia, todos passaram por mudanças e apresentam agora novas criações gulosas que prometem fazer as delícias aos fãs de brunch, com refeições de conforto, novas apostas em saúde e opções pensadas especialmente para a época de verão – e o melhor de tudo é que alguns pratos icónicos que marcaram a última década do grupo estão de volta.

Tivemos oportunidade de provar alguns pratos que fizeram parte da história da marca e claro que ficámos com a barriga a bater palminhas. Começámos por beber o sumo verde Amélia de espinafres, aipo, laranja, banana, gengibre e chia (4€), que é sempre uma escolha perfeita para começar a manhã de forma fresca e saborosa.

O sumo acompanhou as clássicas panquecas Nicolau com mascarpone, mel, frutos vermelhos e pistáchio (8€), que como é de esperar, estavam deliciosas. Comemos ainda uma pequena sandes de hummus de beterraba, que foi a maneira perfeita de encerrar a refeição.  

Quanto ao futuro do grupo, Bárbaro Pinto confirma que nos próximos tempo “a ideia é ir mudando os menus a cada seis meses”. “Introduzimos pratos de almoço e alguns mais virados para o público masculino, que são versáteis caso os homens não queiram comer saladas ou panquecas quando vão acompanhar a mulher ou as filhas. A ideia é atravessar gerações, é isso que nos mantem sólidos é trazer avós com netos, namorados, primos com primas”.

Qual a fórmula secreta para o sucesso do grupo Nicolau? 

Em 10 anos, muitos restaurantes abrem e outros fecham, mas poucas marcas conseguem chegar a este marco e criar uma ligação emocional com os clientes. Quando questionada sobre o segredo para o sucesso, Bárbara Pinto disse que não esperava chegar tão longe.

Eu própria estou surpreendida, não imaginei que íamos chegar ao fim destes 10 anos com tanta solidez, mas acima de tudo vem muito da consistência. Temos equipas muito unidas, existe um trabalho diário exaustivo de controlo de qualidade. Claro que falhamos, porque é impossível não falhar, o humano falha, mas acima de tudo somos um restaurante que vai dos 8 aos 80. Temos crianças a seguir à escola. Portanto, se temos crianças a vir depois da escola, quer dizer que há futuro para o nosso negócio”.

“Vêm miúdos de 14 anos dividir uma panqueca e eu não me importo. Se calhar vão gastar menos dinheiro agora, mas vão ser os nossos futuros clientes. Portanto, eu acho que é uma das razões pelas quais o negócio prevalece e é sólido. Atravessa várias gerações e não morre”, finaliza.

O livro que conta a amorosa e instagramável história de amor de Nicolau e Amélia 

Sabia que existe um livro que conta a história de amor entre Nicolau, um cão salsicha, e Amélia, um poodle? Chama-se “Nicolau: Uma História de Amor”, foi lançado em 2024, escrito por Maria Teresa Jorge e ilustrado por Arthur Solomon ZurSchmiede O’Culley.

O livro custa 4€ e pode ser comprado em todos os espaços do Grupo Nicolau, assim como na loja online, estando disponível em português e inglês.

 

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