Fundou o blogue Man Repeller em 2010 e rapidamente se tornou num ícone de estilo em Manhattan. Com os looks mais divertidos e difíceis de replicar e com uma postura ultra descontraída — o que raramente se vê neste meio — Leandra Medine marcou o mundo da moda na última década.

Mas depois de dez anos à frente de Man Repeller, que entretanto virou um site com uma grande equipa por trás, a influenciadora digital acaba de anunciar que se vai afastar do projeto. Esta decisão surge no seguimento das acusações de que não havia inclusão social e financeira no seu site.

Acusações essas que começaram depois de uma "carta" escrita por Leandra Medine à comunidade do Man Repeller, em que dizia qual o caminho que iriam seguir para dar mais voz à comunidade negra e para ter mais conteúdo inclusivo. Apesar das intenções da influenciadora, os comentários negativos foram automáticos.

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O despedimento de uma colaboradora negra no início da pandemia e a falta de conteúdos inclusivos foram algumas das queixas dos seus seguidores, mesmo depois de ter sido publicada uma lista de ideias para mudar essas questões.

A falta de inclusão financeira também foi outro dos temas. Alguns dos seguidores e leitores do Man Repeller queixaram-se de lerem conteúdos apenas sobre marcas caras e, por isso, pouco acessíveis.

Bryanboy, um famoso blogger filipino, foi um dos que mais criticou Leandra Medine em relação à falta de conteúdos com inclusão racial, no entanto, partilhou um tweet a dizer "não vou ao Man Repeller procurar um desodorizante de 2 dólares." Ou seja, quem sempre leu este site, sabe ao que vai e qual o tipo de conteúdo que vai encontrar. Este mesmo blogger acabou por chamar a influenciadora digital de cobarde por se afastar agora do projeto.

Leandra Medine partilhou no seu Instagram a sua decisão, dizendo que sabe que falhou e que, por isso, vai dar oportunidade à sua equipa de mostrar o que vale sem ela.

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