Lily King morreu a 23 de junho de 2024 depois de ter tido uma reação alérgica num restaurante. A jovem de 18 anos foi com a mãe, Aicha, 57, passar uma semana a Marrocos. Era um plano recorrente, já que era o país natal de Aicha. Voltavam lá todos os anos e, desta vez, tinham ido celebrar a entrada de Lily na faculdade.

Lily sugeriu irem jantar a um restaurante em Rabat, onde já tinham ido no ano anterior. A jovem era alérgica a laticínios, frutos secos, peixe, sésamo e à maioria do marisco. A mãe não queria ir, por ter receio, mas Lily prometeu que teria cuidado e convenceu-a.

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Como Aicha falava a língua, estavam mais descansadas. Antes de começarem a comer, a mãe avisou o staff três vezes. Um dos funcionários assegurou-a de que levariam a sério as alergias da filha. Pediram frango grelhado com batatas fritas e o prato veio com uma mistura de vegetais e um molho de pimenta.

Lily trincou o que achava ser uma cenoura e começou a ter uma reação, pois ou continha um alergéneo ou contaminação cruzada. "Mãe, estou com comichão na língua", disse. Era sempre este o primeiro sintoma. Chamaram uma ambulância, Lily foi à casa de banho e depois apanhar ar. Neste período, foi piorando.

"Mãe, desculpa. Adoro-te. Adoro-te, mãe. Mas adeus", disse, antes de cair inconsciente. A ambulância nunca mais chegava e o restaurante obrigou-as a acertarem as contas antes de irem. Entretanto, um sobrinho da mãe apareceu com um carro e levou-as para o hospital. Lily nunca mais acordou.

Quando chegou, já não tinha atividade cerebral. Ao longo dos dias seguintes, o coração foi batendo cada vez menos, até que parou de vez, a 23 de junho. A autópsia revela que a jovem de 18 anos morreu de paragem cardiorrespiratória causada por um choque anafilático provocado por uma refeição contaminada. 

Os médicos consideram que a morte de Lily era evitável. Já os pais acreditam que os funcionários do restaurante foram negligentes e não entenderam os perigos das alergias. Agora, tentam espalhar a palavra, assim como explicaram à "PEOPLE".

Esta não foi a primeira reação alérgica de Lily ao longo da vida, mas foi sem dúvida a mais grave. A mãe andava sempre com comida que ela pudesse comer, com um autoinjetor de adrenalina e com comprimidos antiestamínicos.