O mais provável é que a partir do próximo verão, os turistas que queiram entrar e ficar em Veneza, Itália, tenham de pagar (e reservar) para entrar na cidade. O valor da entrada na cidade pode variar entre três e dez euros, consoante do número de dias que compuserem a estadia e o número de pessoas esperadas, escreve a agência Lusa citada pelo jornal "Observador".

A medida vai começar a ser testada já em setembro na ilha de Tronchetto. Caso seja alargada e implementada em toda a região, Veneza tornar-se-á na primeira cidade do mundo cujo acesso dependerá da reserva prévia e do pagamento de uma tarifa à entrada.

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Da obrigatoriedade de pagamento estão isentos os moradores da região de Veneza. Poderão, ainda assim, ser obrigados a reservar atempadamente a estadia. As exceções aplicam-se apenas a crianças com menos de 6 anos de idade, familiares (até ao terceiro grau) dos moradores locais e familiares de pessoas que tenham casas arrendadas na região, escreve a mesma publicação.

Ainda que a medida se encontre em fase de testes, já se sabe como é que as entradas vão ser controladas. Os turistas terão de reservar a entrada via aplicação ou página de internet, e a entrada será feita através da validação de um código QR único para cada viajante.

À entrada da região, estarão torniquetes, mais de 500 câmaras de videovigilância e vários sensores para conseguir perceber quem entra e quem sai da cidade.

A medida começa a ser testada depois de, entre 5 e 18 de agosto, a cidade ter registado picos de cerca de 80 mil visitantes. Antes da pandemia, a média de visitantes no verão era de 110 mil turistas diários. Ainda assim, a sua aplicação não é consensual, com o conselheiro Marco Gasparinetti a considerá-la "inconstitucional e contrária à legislação europeia", cita a mesma publicação.

A medida deveria ter sido aplicada no verão de 2020, mas a pandemia obrigou a uma mudança de planos e a sua implementação foi adiada por tempo indeterminado.

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