Portugal volta a atingir um novo recorde em termos de casos absolutos de infeção pelo novo coronavírus. No boletim divulgado esta quarta-feira, 14 de outubro, pela Direção-Geral da Saúde, contabilizam-se 2.072 novos casos de contágio até ao período da meia-noite desta quarta-feira. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela DGS, morreram mais sete pessoas — um decréscimo face às 16 mortes registadas na terça-feira. A maior fatia dos novos casos de infeção está localizada na região norte do País com 1.001 diagnósticos. A região de Lisboa e Vale do Tejo, por sua vez, contabiliza 802.

Na conferência de imprensa de esta quarta-feira, conduzida pela Ministra da Saúde, foi avançado que atualmente há 396 surtos de infeção ativos no País, sendo que 136 são na região Norte, 178 em Lisboa e Vale do Tejo, 14 no Alentejo e 18 no Algarve. Em termos de números absolutos de casos, este é pior dia de sempre desde que o novo coronavírus atingiu Portugal.

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Governo decreta estado de calamidade

O boletim epidemiológico é atualizado no mesmo dia em que António Costa anunciou que o aumento de casos de contágio fez ser imperativo o regresso do País ao estado de calamidade. As medidas mais rigorosas de contenção entram em vigor a partir da meia-noite desta quarta-feira.

Além de elevar o nível de alerta para estado de calamidade, o governo volta a poder adotar sempre que necessário as medidas que se justifiquem para conter a pandemia, desde as questões de circulação a outras.

A partir das 24 horas de hoje deixarão de haver ajuntamentos de mais de cinco pessoas, aplicando-se o mesmo em restauração e os eventos de natureza familiar, como casamentos ou batizados, vão estar reduzidos a um máximo de 50 participantes.

Outra das medidas passa por proibir, nos estabelecimentos de ensino, todos os festejos e praxes académicas. No que toca à obrigatoriedade de uso de máscara na rua, uma medida que o governo quer ver implementada, o tema será levado ao Parlamento para ser discutido e votado pelos partidos com assento.

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