Depois de conquistarem o Brasil, com salas esgotadas em várias cidades do país, Robson Sousa e Whindersson Nunes estão prontos para embarcar numa nova viagem, desta vez tendo Portugal como destino. É entre os dias 28 de janeiro e 4 de fevereiro que os artistas brasileiros vão estar em digressão, a intitulada "Criando Bagagem", com espetáculos que prometem ser divertidos e imperdíveis.

Estes têm como base as viagens da dupla pelo Brasil e pelo mundo, onde detalham choques culturais e problemas de bastidores, tudo num espaço íntimo sem julgamentos. Parece um encontro descontraído entre dois amigos que, depois de anos a viajarem juntos, decidiram dividir o palco e as histórias, diga-se. Pelo menos é isso que garante a dupla, em entrevista à MAGG.

"A ideia era falar das nossas experiências em viagens, não só na Europa, mas também fora do Brasil, porque a gente já se conhece há muitos anos", diz Robson Sousa. "O objetivo é dividir e partilhar com o público, as histórias dos bastidores a que eles não têm acesso e que a maioria das pessoas não sabe", acrescentou, dizendo que "o show vai ser incrível" e que, "em Portugal, vão gostar muito".

Amigos há mais de 15 anos quando moravam em Terezinha, no Brasil, os artistas viajam juntos há cerca de oito anos. Desde então, começaram a fazer espetáculos, mas nem sempre estiveram confiantes com a ideia de levar o desafio para os palcos. "Tivemos esta ideia numa das turnês que estávamos a fazer. Pensámos que poderíamos fazer um espetáculo sobre as nossas experiências nas viagens, mas há muita gente que faz várias coisas desse estilo e que viaja, então não acreditámos na ideia”, confessou Whindersson.

"Decidimos botar para a frente e agora vamos gravar aí em Portugal esse 'Criando Bagagem'", continua o comediante, que deixa patente que o par decidiu arriscar e seguir um sonho. "Quando você passa muito tempo com alguém e o nível de intimidade é grande, chega num nível em que a gente pensa: ‘temos que fazer uma parada juntos porque estamos juntos há muito tempo'", acrescenta

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sded créditos: Divulgação

Apesar de dividirem o palco, ambos falam de experiências iguais ou idênticas, mas de pontos de vista diferentes, tal como é costume nos espetáculos de comédia. "A viagem do Robson Sousa é mais física, já a minha [de Whindersson Nunes] é uma viagem mais mental", explica o próprio. Mas, afinal, porquê Portugal para internacionalizar o espetáculo?

Em primeiro lugar, diz Whindersson Nunes, porque já haviam tido uma digressão em Portugal anteriormente e o processo foi "muito bom". Quanto à segunda razão, o humorista não hesita em explicar. "Porque é que estamos à procura de países onde as pessoas falam português suficiente para fazer show e não vamos logo para Portugal, onde já sabemos que gostam dos nossos conteúdos e das nossas coisas?", revelou.

Desde então, a escolha ficou tão clara que a dupla decidiu gravar o espetáculo não uma vez, mas sete espalhados pelo País inteiro, quase todos de seguida. E apesar de parecer uma agenda caótica, os dois garantem que o cansaço não vai atrapalhar.

"Se (o cansaço) fosse para atrapalhar já tinha atrapalhado. Isso é um show de leveza. O público não sente o peso do cansaço do artista, mas sim que estamos felizes e a fazer o melhor possível", diz Robson Sousa, acrescentando que quer "é trabalhar" e que está "agoniado" por estar parado há mais de um mês. Já o seu braço direito diz que é importante não esquecer o descanso. "Às vezes a gente enjoa, mas é bom ter a distância certa e correta", frisa Whindersson Nunes.

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Ainda assim, passados 15 anos de amizade, a dupla continua a fazer questão de fazer projetos em conjunto. Para Whindersson Nunes, a relação entre os dois é fundamental e é a base do espetáculo. “É como se você fosse amigo do Leonardo da Vinci enquanto você faz a Monalisa. Para mim, é a mesma sensação de estar perto dele, e para ele é a mesma sensação de estar perto de mim. A gente vivencia algo que é memorável, e agora fica gravado para a história”, relata.

Mas como em tudo, há sempre um lado bom e um menos positivo quando se mistura amigos e negócios, e quando se trabalha com alguém tão próximo. Se por um lado, para Robson Sousa, o amigo tem o dom de transformar pequenos projetos num #negócio mais megalómano", por outro, o artista não esconde que o reconhecimento dele atrapalha, por vezes, a sua vida pessoal. "Andar com ele é meio ruim porque eu não sou tão famoso quanto ele. Então, ele tem de andar sempre correndo, e eu não", explica.

Já Whindersson Nunes lamenta que o amigo não perceba que também ele tem muito talento. "O Robson não percebe que ele é tão bom quanto eu", afiança desde logo. “Já a melhor parte dele é que às vezes eu estava cozinhando um beat e fazendo música, e aí chega ele com a pimenta do reino, e acrescenta um tempero especial”, adianta ainda.

No que toca ao futuro de "Criando Bagagem", a dupla não esconde que gostaria de levar o espetáculo mais longe, inclusivamente para fora da Europa. Ainda assim, pretendem continuar a fazer o espetáculo no Brasil e a continuar a lançar novidades, até porque, segundo Whindersson Nunes, haveria facilidade em "pular pular para um próximo projeto", sendo que a dupla tem"muita coisa para dizer e para falar sobre coisas da vida e vivências".

Quanto a Portugal, a dupla vai passar de norte a sul do País, a começar no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e a terminar no Porto, no Coliseu Porto Ageas. Os artistas vão também deixar a sua marca em Almada (Cine Teatro da Academia Almadense), Estoril (Casino Estoril), Albufeira (Palácio de Congressos do Algarve), Santa Maria da Feira (Europarque) e Coimbra (Teatro Académico de Gil Vicente).

Se ainda não comprou bilhetes para “Criando Bagagem”, não se preocupe, porque vai a tempo de reservar lugar. Os bilhetes para os espetáculos ainda estão disponíveis na Ticketline, com preços entre os 30€ e 50€.