Há amores impossíveis, vidas por um fio (ou corrente, depende do ponto de vista) e um alegado plano à prova de bala, que se complica a cada hora que passa. Tudo isto com Lisboa como cenário de memórias escaldantes, mas dolorosas. A primeira parte da quinta temporada da série espanhola "La Casa de Papel" chegou à Netflix esta sexta-feira, 3 de setembro, mas a MAGG teve acesso prévio aos dois primeiros (novos) episódios. Já vimos, refletimos e a nossa reação foi: aguenta, coração.

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Não, não é só mais do mesmo. E sim, ficámos de olhos colados ao ecrã, do primeiro ao último minuto dos dois primeiros episódios da quinta temporada da série espanhola. Previsível? Talvez. Viciante? Ora, pois claro. Sem spoilers, mas com a adrenalina a roçar os astros, explicamos porquê.

Uma montanha russa de emoções (e voltámos a roer as unhas)

De "outra vez a mesma conversa?" para "cala-te, não acredito", os dois primeiros episódios são uma autêntica montanha russa de emoções. Às tantas, há mortos a renascer das cinzas, paixões desenterradas e leis ultrapassadas como se de uma prova olímpica se tratasse. Não sabemos se estamos a sofrer pela malta de macacão vermelho e máscara do Salvador Dalí, pelo Professor (Álvaro Morte) capturado, pela grávida astuta (Alicia Sierra, interpretada por Najwa Nimri) ou pela polícia (aparentemente) inútil. Mas a verdade é que sofremos. E bem.

Alerta, falha do Plano Paris (e já nem sabemos de que lado estamos)

Com a premissa de que nada é o que parece, o relógio não pára e os famosos assaltantes espanhóis estão fechados no Banco de Espanha há mais de 100 horas. Com a noção de que perderam um elemento, mas sem ideia de que o Professor foi capturado, o Plano Paris tropeça e a queda é feia. Com dor, sangue e pressão à mistura.

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Com o Professor nas mãos da inspetora Sierra, tudo pode acontecer e a descoberta do "covil" não fazia parte dos planos. Ou talvez sim, quem sabe. Quando a vida está por uma corrente e as ruas, esgotos e até o céu repletos de polícia espanhola, o inimigo mais poderoso que o grupo de assaltantes já enfrentou entra em cena: o exército. Mera coincidência, mudança de planos ou mais um golpe meticulosamente antecipado pelo Professor? É ver para crer.

Se, por um lado, assistir aos planos do Professor, que se desenvolvem de forma meticulosa, sem margem para erros, é incrivelmente satisfatório, por outro, temos de confessar que a ausência de falhas se pode tornar aborrecida. A quinta temporada vem revolucionar a dinâmica, repleta de erros que nos levam a temer o pior, com o (alegado) fim da estrada à vista.

Aliado ou inimigo? Depende do ponto de vista

100 horas e um plano falhado depois, o discernimento dos assaltantes já falha e os nervos estão à flor da pele. As opiniões convergem, o fim parece (demasiado) próximo e o Banco de Espanha cercado por militares não joga a favor da irmandade. Se a polícia trabalha para salvar vidas, o exército não olha a meios para atingir os fins, independentemente dos danos colaterais. Na MAGG zelamos por si (e pelos seus ouvidos), por isso, recomendamos que modere o nível do volume, porque o som e frequência dos tiroteios podem ser ensurdecedores. E as baixas devastadoras, mas isso já é outra conversa.

Lisboa (Raquel Murillo, interpretada pela atriz Itziar Ituño) assume o comando, o gangue vê-se obrigado a agir sem o apoio da mente por detrás do plano e a incerteza adensa-se a cada minuto. Será Rio (Miguel Herrán) capaz de deixar as emoções fora de jogo? E terá Tóquio (Úrsula Corberó) a frieza necessária que muitas vezes lhe falha?

Arturo Román (Enrique Arce) volta a atrapalhar os planos, a inspetora Sierra mantém-se implacável e o exército tem ordem para matar. Tudo isto em locais diferentes. Dentro e fora das paredes do Banco de Espanha. Os alicerces do plano são postos em causa e o pânico instala-se.

Os assaltantes perdem o controlo, os reféns apercebem-se da desorganização e o desespero fala mais alto. Com a ânsia de sair em liberdade, um assalto vira guerra e premissa é simples: salve-se quem poder. Sem o cérebro do plano apto para prestar qualquer auxílio, também a lealdade do grupo é posta em causa. De Tóquio a Palermo e Bogotá a Denver, desengane-se se pensa que, ao fim de quatro temporadas, já conhece as suas personagens favoritas como se de um amigo se tratasse. Imprevisíveis como sempre, vêem-se num ambiente mais explosivo do que nunca.

O primeiro volume da quinta temporada de "La Casa de Papel" estreou-se esta sexta-feira, dia 3 de setembro, na Netflix, e o lançamento do segundo (e alegado último) volume está apenas previsto para o próximo dia 3 de dezembro.

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