O Asus Zenbook A14 é um daqueles portáteis que nos fazem duvidar se estamos mesmo a pegar num computador ou numa capa de um tablet com teclado. Isto porque é tão leve, tão leve, tão leve (menos de 1 kg), que nem parece um computador. Cabe facilmente na mochila e dá aquela sensação rara de que se pode levar para trabalhar em cafés, para levar para a escola, para o escritório ou em viagens. A Asus apostou num material próprio, o chamado Ceraluminum, e o resultado é curioso: ésólido, resistente e diferente ao toque, com um design elegante e simples.

Onde o Zenbook A14 começa mesmo a conquistar é no ecrã. Tem um painel OLED de 14 polegadas com cores vibrantes, excelente contraste e um formato 16:10 que dá jeito tanto para trabalhar como para ver séries. Para Netflix, YouTube ou um filme no avião, é perfeito (já dissemos que a bateria pode durar 20 horas?). Não se pode dizer que seja o computador ideal para jogos demasiado elaborados (há outras opções melhores), mas cumpre perfeitamente para jogos mais simples. Mas este não é um computador para gaming, mas sim para quem valoriza mobilidade e confiança, sejam estudantes, trabalhadores ou pessoas que querem um segundo ecrã para ver filmes, séries e usar para trabalhar.

Em termos de desempenho, o Zenbook A14 não é nem quer ser um monstro de potência e nem precisa. Vem equipado com processadores Snapdragon, o que significa que aposta sobretudo na eficiência. No uso real, isso traduz-se num computador rápido, silencioso e muito confortável para trabalhar: pode ter dezenas de separadores abertos, documentos, apresentações, fazer chamadas por vídeo, e isto durante dias, que o computador não irá ficar lento ou perder desempenho. Para escola ou trabalho de escritório, marketing, escrita ou gestão, é mais do que suficiente e sempre com alta performance. A única coisa a ter mesmo em conta é que estamos a falar de Windows on ARM. A compatibilidade melhorou bastante, mas ainda há aplicações e jogos que não adoram esta arquitetura. Nada dramático para a maioria das pessoas.

Agora, se há um ponto onde o Zenbook A14 brilha é mesmo na bateria. Este portátil parece não se cansar nunca. Em uso normal, dá perfeitamente para um dia inteiro (no nosso caso deu para três, com 6 horas diárias, aproximadamente) sem que fosse preciso carregar. A autonomia pode chegar a perto de 20 horas, em casos de uso normal, sem aplicações demasiado exigentes, o que significa liberdade total da tomada. Para quem trabalha fora de casa, estuda o dia todo ou viaja com frequência, esta autonomia é ouro.

O design simples não fica comprometido com as entradas, que são as ideais. Há ligações USB-C, HDMI, USB-A e entrada para auscultadores, o que facilita para ligar a monitores, discos externos ou fazer apresentações sem andar carregado de adaptadores. A webcam com reconhecimento facial é prática para quem vive em reuniões online e mais do que suficiente para gravar vídeos em registo selfie.

E os jogos? Aqui é preciso ser honesto: não é um portátil gaming. Dá para uns indies ou jogos mais leves, mas não foi feito para grandes produções nem para quem quer jogar com tudo no máximo. Em compensação, para ver filmes, séries e vídeos, está mais do que à altura, com bom som e um ecrã que realmente faz a diferença.

No fim de contas, o Asus Zenbook A14 é um portátil para quem valoriza mobilidade, conforto e autonomia acima de tudo. Não é o computador para todos os perfis, mas é perfeito para quem quer trabalhar, estudar, consumir conteúdos e andar sempre em movimento, sem se preocupar com o peso da mochila ou com a próxima tomada disponível. É um daqueles casos em que a tecnologia se adapta à vida e não o contrário.