O ano de 2020 surpreendeu-me, não pela positiva, porque como já todos sabemos estamos a passar por um momento que é realmente desafiante para todos nós, embora afete cada pessoa de uma maneira única. O que me surpreendeu foi, sim, a capacidade que muitos de nós, eu própria incluída, tivemos de nos mantermos positivos perante as adversidades tão grandes que estamos a viver.

Sou, e sempre fui, agradecida por ter saúde, uma família e um trabalho. São coisas que durante muito tempo, muitos de nós demos por garantidas mas que, em tempos difíceis, colocamos em perspetiva. A saúde, essa, é indispensável ao nosso dia a dia, é o bem mais precioso que temos, mas que nos pode falhar quando menos esperamos. 

Tenho a sorte de, até aqui, a minha saúde não me ter falhado. Posso fazer desporto, respirar bem, andar, correr, o que me dá ainda mais vontade de estar sempre no meu melhor. E para estar sempre bem, tenho de fazer os possíveis para continuar a ter saúde e para o meu corpo continuar a ter a energia que tanto me caracteriza. 

Também sou uma afortunada por ter trabalho, que é importante para me sentir realizada. Preciso de fazer coisas de que gosto e nas quais acredito, preciso que aquilo que dou a este mundo tenha um propósito. Ainda não descobri exatamente qual é o meu, mas sei que ainda tenho de o procurar. Já esteve mais longe, mas sei que ainda há um caminho que tenho de fazer. 

Felizmente, nasci e cresci numa geração que se quer multifacetada, com a capacidade de fazer várias coisas e de ser várias coisas. E sei que tenha esta vertente em mim. É por isso que, quando me perguntam o que faço, não sei dizer exatamente o que é. Considero-me uma empreendedora, mas já trabalhei em tantas outras coisas. Atualmente, trabalho na indústria farmacêutica, mas também escrevo um blogue, o “Operação Ano Inteiro”, crio conteúdos para marcas nas minhas redes sociais, das quais tenho de fazer gestão e, no meio de tudo isto, ainda sou uma atleta amadora — depois de em dezembro de 2019 ter corrido a minha primeira maratona, já me considero uma atleta. Gosto de correr porque isso me faz feliz. É o meu momento de meditação dinâmica. 

Por isso na verdade, sou um monte de coisas mas, acima de tudo, tenho a sorte de ter o que tanta gente, neste momento pelo qual todos estamos a passar, não tem. E é por isso que dou tanto valor a tudo o que tenho e que conquistei até aqui.

Por outro lado, tenho a minha família, aquela que, como costumo dizer, é o meu “bem externo” mais precioso. Para além da minha saúde, é neles que me apoio, é junto dos meus que encontro conforto, são eles que me transmitem paz nos momentos em que mais preciso. São a minha casa, e, com eles, sinto-me sempre em casa. 

Mas sei que, tal como para muitos dos que estão desse lado, este está a ser um ano diferente e desafiante ao nível humano. Porque não tenho estado tantas vezes com os meus. Porque não nos abraçamos. Porque não nos beijamos. E isso faz-me muita falta, especialmente numa altura em que nos começamos a aproximar cada vez mais do Natal. 

Ainda não sabemos bem como vão ser estes dois dias, que todos os anos são dos mais especiais para a minha família. Porque o Natal é muito mais do que presentes, é partilha, amor, amizade e carinho, tudo coisas que, muito provavelmente, não vamos ter a oportunidade de vivenciar este ano. E foi por isso que fiz fazer algo especial para uma das pessoas mais importantes da minha vida: a minha irmã.

Este ano o Natal vai ser diferente, mas há uma forma de o tornar especial
créditos: Rodolfo Franco

Irmã é muito mais do que aquela pessoa a quem pedimos roupa emprestada ou com quem partilhámos o quarto durante anos. É a pessoa a quem revelamos os nossos problemas, a quem confessamos as nossas inseguranças, os nossos medos. É quem está lá quando precisamos de um ombro amigo e todos os outros nos falham. Esta é a minha Irmã, e espero que ela sinta por mim o mesmo que sinto por ela. Foram estas as palavras que escolhi escrever-lhe neste postal, porque num ano em que vamos estar fisicamente separadas, tinha de fazer alguma coisa especial por ela. Afinal de contas, estar presente não significa termos de estar fisicamente juntas e, por isso, quis deixar um presentes especial à minha irmã com a ajuda da Salsa. 

Neste Natal, cada vez que fizerem uma compra para oferecer numa loja Salsa ou através do site, eles vão entregar-vos um postal para que possam escrever uma mensagem especial à pessoa a quem vão oferecer o vosso presente. 

Eu já escrevi a minha, e espero que, em 2021, possa recordar com carinho esta mensagem que escrevi à minha irmã. 

Boas festas e um abraço muito grande para todos vocês, e não se esqueçam: do longe, faz-se perto

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