Primeiro foi o anúncio de que Cláudio Ramos ia deixar a SIC para apresentar o “Big Brother”. Depois, esta quarta-feira, 4 de março, chegou a notícia de que influenciadora Mafalda Castro se iria juntar também à equipa. Esta quinta-feira, 5 de março, foi anunciado mais um nome: Ana Garcia Martins, a cara por trás do blogue “A Pipoca Mais Doce” junta-se à equipa do “Big Brother 2020” como comentadora.

A notícia foi avançada pela própria, no Instagram com uma publicação onde se assume como fã do programa. "É o meu guilty pleasure, é entretenimento puro", escreveu.

À MAGG explica que o convite partiu “da TVI, na pessoa do Nuno Santos”, volta a afirmar-se como fã do formato – ainda que se tenha distanciado um pouco nas últimas edições de reality shows – e conta ainda como está expectante em ver a prestação de Cláudio Ramos.

“Eu adoro o 'Big Brother' e sou consumidora deste tipo de formatos desde sempre”, começou por explicar. “Tinha 19 anos quando aconteceu a primeira edição e lembro-me perfeitamente. Também me lembro do impacto que teve na televisão portuguesa e como mudou o paradigma – era uma coisa a que nunca se tinha assistido”.

Ana Garcia Martins. "Sofro de um duplo preconceito: sou mulher e sou blogger"
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Ana Garcia Martins explica que, mesmo com o aparecimento de vários outros reality shows ao longo dos anos, nenhuma edição teve tanto impacto como a primeira. “Nenhuma edição foi como aquela, porque já não havia o efeito surpresa, tanto para os espectadores como para os próprios concorrentes. De lá para cá talvez o mais surpreendente tenha sido 'A Casa dos Segredos', principalmente a segunda edição, muito pela escolha dos participantes – que eram todos absolutamente incríveis. Mas sempre consumi e adoro e não tenho qualquer pudor em dizer”.

A influenciadora digital acredita que as últimas edições de reality shows exibidos na televisão portuguesa não tiveram sucesso por uma simples razão: falta de identificação por parte dos telespectadores.

“Acho que nos últimos tempos houve um distanciamento muito grande daquilo que são as pessoas que participam e as pessoas que veem e que assistem ao programa e que não se reveem no tipo de participantes”, explica. “Eles tem sempre características muito semelhantes, são sempre pessoas um bocadinho com o perfil conflituoso e que vem do ambiente da noite, discotecas e que já se conhecem todos uns aos outros. Já trazem dinâmicas que vêm cá de fora e que levam lá para dentro. São muito jogadores, no pior sentido da palavra, já vão cheios de estratégia”. Ainda assim, e por esta edição do “Big Brother” ser uma celebração de 20 anos do formato em Portugal, Ana Garcia Martins respera que “esta nova edição recupera um bocadinho a inocência que havia nas primeiras edições do ‘Big Brother’ em Portugal”.

Se segue os passos da Pipoca Mais Doce no Instagram ou é uma pessoa que acompanha muita televisão portuguesa já deve ter reparado que este não é o primeiro reality show em que Ana Garcia Martins participa. A influenciadora entrou como mentora no “Like Me”, um programa da TVI para influenciadores digitais.

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“Eu já tinha tido alguns convites para participar como comentadora em algumas edições mas nunca me fez muito sentido. Por muito que goste do formato, já não me identificava com o tipo de participantes e com a interação que eles tinham dentro da casa”, justifica.

“Com o ‘Like Me’ foi diferente, porque entrei como mentora. Era um programa sobre redes sociais e eu estava lá para partilhar um pouco da minha experiência com os concorrentes”, continua.

E depois de uma breve passagem pelo programa, durante o qual Ana Garcia Martins esteve inclusivamente quatro dias dentro da casa com os concorrentes, chega este novo projeto. E até o apresentador é uma novidade.

“Eu devo desde já dizer que sempre fui super fã da Teresa Guilherme e achava que ela era a única a conseguir apresentar aquilo. Mas também devo dizer que, assim que soube que o ‘Big Brother’ ia outra vez chegar a Portugal, disse imediatamente ‘Acho que devia ser o Cláudio Ramos a apresentar’. E naquela altura ele ainda estava na SIC e não havia qualquer perspetiva que pudesse mudar”, confidencia.

“Acho que é preciso uma cara nova e acho que ele tem tudo que ver com este formato. Acho que tem de ser alguém que goste realmente disto, não pode ser só alguém que esteja ali a fazer o papel de apresentador, mas que depois não se envolva com tudo o que é o programa. Acho que ele tem imenso perfil, é uma figura empática e os portugueses, de uma forma genérica gostam bastante dele. Portanto, estou muito curiosa para o ver a liderar a apresentação do ‘BB20’ e acho que é uma aquisição de peso para esta edição.

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O “Big Brother 2020” chega numa altura em que o formato comemora 20 anos em Portugal. E, por isso, quisemos fazer uma revisão a tudo o que aconteceu nestes anos de reality shows, para encontrar o momento mais marcante.

“Acho que é incontornável aquele momento em que o Marco dá um pontapé na Sónia”, recorda. “De repente aquilo abria o jornal da uma, o da noite, e o país parou para ver aquilo, como de resto parava sempre que havia uma gala ou sempre que havia uma coisa ligado ao ‘Big Brother’”.

“Mas tenho inúmeros momentos que me lembro porque era muito divertido, sobretudo pela inocência deles que desconheciam completamente ao que iam, desconheciam por completo o que as pessoas falavam cá foram. Não creio que houvesse grande estratégia de jogo porque eles próprios não sabiam como aquilo funcionava. Acho que, na sua essência, foi a edição mais pura, por assim dizer. Mas passo a vida a citar frases desse ‘Big Brohter’ porque aquilo foi absolutamente memorável”.

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