Fátima Campos Ferreira despede-se do "Prós e Contras" a 28 de setembro. O programa de debate da RTP1 começou em 2002 e, na hora do adeus, a jornalista admite que foi uma "missão extenuante" mas tem um sentimento de "dever cumprido". "O País passou por ali. Ouvimos milhares de portugueses, argumentos, ideias de todos os setores, anónimos e presidentes. Os presidentes passaram todos por ali. Foram 18 anos muito fortes, muito vividos. Dei tudo o que tinha para dar, até à última gota", disse, à margem da apresentação das novidades de programação da RTP, esta quinta-feira, 1o de setembro.

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O histórico programa de debate da estação pública de televisão começou um ano após o 11 de setembro e termina numa era em que o mundo está mergulhado numa crise sem precedentes, devido à pandemia da covid-19. Estamos melhor ou pior? "Não sei. Lembro-me que, quando faço o primeiro programa, o Durão Barroso tinha chegado ao poder e dizer que o País estava de tanga. A partir daí acho que muita coisa evoluiu de forma positiva mas também muita coisa podia ser feita e não foi, foi feita de forma ínvia... digamos que estamos outra vez num momento em que há que renascer. Estamos à procura de renascer para a próxima década", reflete Fátima Campos Ferreira.

A jornalista salienta ainda que todos os temas que, nestas duas décadas, afetaram o País e o mundo, foram debatidos no "Prós e Contras". "Fiz quatro debates sobre a interrupção voluntária da gravidez, quando foi o referendo, tudo o que eram questão da grande política, da cultura... até sobre o amor se fizeram programas. Digamos que é uma marca que fica na história da televisão e da RTP. É muito raro um programa de informação durar estes anos todos. Foi um feito e eu sinto-me orgulhosa de ter participado nesta viagem", confessa.

Fátima Campos ferreira
créditos: Pedro Pina / RTP

O último "Prós e Contras" fará uma retrospetiva do que aconteceu no País nos últimos 18 anos e tentará antecipar como será a próxima década. O novo programa de Fátima Campos Ferreira, "Primeira Pessoa", será um formato quinzenal de entrevistas, estreia-se a 12 de outubro e terá "o filet mignon" das figuras mais relevantes da sociedade portuguesa, como diz, em jeito de brincadeira, Fátima Campos Ferreira. O cientista social António Barreto é um dos primeiros convidados.

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