A nova emissão de "Conta-me", o programa de conversa da TVI, contou este sábado, 20 de março, com a presença de Nuno Eiró. Desta vez conduzido por Maria Cerqueira Gomes, o apresentador de "Esta Manhã", falou abertamente sobre o seu passado, as relações terminadas e as desafios da vida em confinamento devido ao surto da COVID-19 no País.

Um dos momentos mais conturbados da sua vida, explica, teve que ver com a o término da relação com Cláudia, a mulher com quem foi casado durante seis anos. "Eu e a Cláudia já éramos amigos antes de casarmos. A certa altura, a coisa aconteceu. Apaixonei-me pela Cláudia e fomos os primeiros do nosso grupo de amigos a casar, por isso, às sextas-feiras aquela casa assemelhava-se a um Carnaval de Ovar porque dávamos imenso jantares", recorda.

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Questionado sobre se o relacionamento com Cláudia tinha sido uma surpresa, uma vez que aquela foi a única relação com uma mulher que Maria Cerqueira Gomes sabia de Nuno Eiró, o apresentador foi assertivo.

"Apaixonei-me pela Cláudia. Quando a relação acabou, não foi por causa de escolhas ou de orientação [sexual]. Ninguém se chateou. Simplesmente aconteceu duas pessoas terem seguido rumos diferentes ao ponto de já não fazer sentido continuar", revela.

"Temos uma vida inteira para sermos felizes. Não precisamos de nos fazer infelizes"

"Quando isso acontece, foi uma merda. Porque acontece num ponto em que és uma família e em que ficas na dúvida sobre se amas a pessoa ou a relação que tens com ela."

E continua: "Foi muito difícil. Sentes que é ali que queres estar, mas por outro lado não queres. Mas queres. E depois já não queres. E quando acaba, acaba, literalmente, em poucos minutos, porque foi esse o tempo que demorou a terminar quando falámos sobre isso."

Sobre essa conversa, recorda Nuno Eiró, a linha de diálogo passou por assumir que havia um problema, que nada estava bem. "Quando falámos, foi assim: 'Não estamos bem. E se não estamos, vamos embora. Temos uma vida inteira para sermos felizes. Não precisamos de nos fazer infelizes'. Felizmente, tivemos a capacidade de perceber que as coisas não estavam bem, sem que isso implicasse tornar a existência do outro penosa. Fomos embora, simplesmente, com toda a dor que veio daí", refere.

Durante a conversa, Maria Cerqueira Gomes recorda o momento em que conheceu o apresentador, em janeiro de 2020. Nessa altura, recorda o colega com uma pessoa sempre de sorriso nos lábios, mas que não estava bem.

"Não importa como cais, mas sim como te levantas"

Segundo Eiró, esse momento surge no rescaldo de outra relação que tinha acabado de chegar ao fim. "É uma frase feita, mas quando amas tens de aprender a deixar ir. E sempre tive a noção de que para fazer aquele caminho [referindo-se à rutura], iria fazê-lo de rastos, mas faria na mesma. Nesse momento em que me encontraste, estava de rastos ou, como costumo dizer, a lamber alcatrão."

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Dois meses depois, surgem os primeiros casos de infeção por COVID-19 em Portugal e Nuno Eiró passa a viver confinado em casa. Confrontado com o fim de uma relação e com a solidão, passa a correr regularmente, a única coisa que lhe permitia distrair-se — e que terá contribuído para a sua transformação física.

"Foi muito violento porque, a certa altura, dei por mim a olhar para o espelho e ver que aquele corpo não era o meu. As pessoas diziam que estava mais magro, mas era tudo muito estranho para mim." Atualmente, com 46 anos, sente-se já numa fase de ascensão depois de tantas quedas. "Não importa como cais, mas sim como te levantas", diz. Questionado sobre se já se terá levantado por diversas vezes, o apresentador não tem dúvidas.

"Já. E hoje gosto de chegar a casa e tê-la só para mim. Gosto do silêncio, e da paz que ele traz. Já não lhe tenho medo."

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