Os países europeus podem ser destinos de sonho para muitas pessoas que gostam de viajar. É o caso de Yosh Dimen, um influenciador filipino que, juntamente com um amigo, tem um blogue que conta com mais de 78 mil seguidores na rede social Instagram. O “The Poor Traveler” (o viajante pobre, em português) oferece aos seus seguidores dicas e conselhos para realizar viagens económicas para vários países do mundo, desde a Ásia à América, passando especialmente pela Europa.

Para quem quer aproveitar ao máximo as férias mas tem um orçamento um pouco apertado, Yosh Dimen, que já realizou três viagens de mochila às costas pela Europa e já conheceu 28 países, apresenta um conjunto de conselhos que irá ajudar na hora de preparar a tão aguardada excursão pelo continente europeu.

1. Considerar a altura e a estação do ano

Um dos fatores a ter em conta na marcação de uma viagem, para quem gosta de poupar, é ver quais são as melhores alturas para viajar para a Europa. “Algumas estações são muito mais caras do que outras. Até agora, estive na Europa no verão, no outono e no inverno, e a diferença de preços entre as estações é considerável”, referiu o criador de conteúdos ao “The Philippine Star”.

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“Sem surpresa, o verão é o pico da época alta, por isso, tudo desde o bilhete de avião aos hotéis e passeios turísticos vão sair mais caros. Mas os custos baixam significativamente quando chega o outono”, apontou Yosh Dimen. Mas há que ter em conta quando se escolhe as estações do ano mais frias. Estas podem ser uma boa opção quando se trata de economizar, porém com os dias mais curtos nos meses de inverno alguns estabelecimentos podem mesmo fechar as portas mais cedo.

“Alguns destinos não têm a mesma vida que teriam noutras estações. Por exemplo, estávamos no inverno quando visitámos Santorini e ficámos em Oia. O problema deu-se quando apenas alguns restaurantes e lojas estavam verdadeiramente abertos”, mencionou o influenciador.

2. Escolher destinos europeus menos conhecidos

Por todo o continente europeu, há mais de 40 países que vale a pena visitar. Contudo, alguns territórios podem sair um pouco mais caros do que outros. “A Europa é incrivelmente diversificada. A Islândia e a Polónia são muito diferentes em termos de custos. A Suíça e a República Checa também. Os países nórdicos, como a Noruega e a Suécia, são geralmente mais caros do que os países da Europa Central”, descreveu Yosh Dimen.

“Mas de todos os países em que tivemos a oportunidade de conhecer, como Portugal, República Checa, Polónia, Grécia e Hungria, estes são alguns dos destinos que o custo lá pode não ser muito barato, mas é fácil de encontrar viagens suficientemente baratas e ainda ter oportunidade de ver muitas atrações turísticas com o orçamento limitado como nós tínhamos”, apontou o criador de conteúdos.

3. Ficar alojado em hostels e limitar as refeições em restaurantes

“Quanto ao alojamento, a ideia passa muito por ficar em hostels ou em hotéis mais económicos, que existem na maioria das cidades europeias. Também há sempre a possibilidade de optar por passeios gratuitos quando se trata de conhecer uma cidade”, mencionou o influenciador de viagens

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No caso das refeições, o conselho passa por diminuir as idas aos restaurantes e optar por outras possibilidades, como os supermercados. “Escolha alojamentos que tenham uma cozinha ou, pelo menos, um frigorífico e um micro-ondas, para que possa ir à mercearia e cozinhar as suas próprias refeições na maioria dos dias”, referiu Yosh Dimen ao jornal filipino.

“A maioria das porções europeias também são enormes, por isso, quando peço comida para levar, guardo as sobras no frigorífico e volto a aquecê-las no dia seguinte. Mas no caso se quiser fazer uma refeição fora, escolha o almoço. Os almoços são geralmente mais baratos do que os jantares”, explicou o fundador do blogue “The Poor Traveler”.

4. Ser flexível no que toca a aceitar contratempos

“A Europa é um sonho e há sempre aquela tendência para planear cada pequeno detalhe e tornar a viagem perfeita. Mas descobri, ao longo dos anos, que quanto mais as coisas são rígidas, mais tendem a quebrar-se e a desmoronar-se. E acontecimentos inesperados acontecem de vez em quando, mas o que é preciso é ser flexível e estar pronto para adaptar”, revelou o criador de conteúdos.

“Já falhámos o check-in no hotel, já calculámos mal a hora de chegada de um comboio, já perdemos pertences pelo caminho e até houve uma vez em que a companhia aérea que reservámos voo fechou e declarou falência no dia anterior à viagem. Mas para atenuar todas estas circunstâncias, o seu plano deve ser suficientemente flexível para ter em conta os contratempos”, descreveu.

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As opções para evitar contratempos deste género passam por “reservar alojamento e opções de transporte com política de cancelamento ou remarcação gratuita” ou ainda “escolher planos de seguro fiáveis/apropriados”.

Yosh Dimen deixa ainda mais um conselho para desfrutar da viagem o melhor possível. “Não pense que esta é uma viagem única na vida, porque isso só aumenta a pressão para ver tudo num curto espaço de tempo. Em vez disso, pense como se planeasse regressar um dia, por isso, se falhar um país ou uma cidade na sua lista, não se sinta mal por isso. Pense apenas que poderá visitar numa próxima vez. E isso torna o planeamento menos difícil e a viagem mais divertida”, mencionou o influenciador.

5. Pesar os prós e contras de viajar ao estilo “do it yourself” ou recorrer a pacotes turísticos

“O ‘do it yourself’ [ou ‘faça você mesmo’, em português] oferece liberdade, flexibilidade e custos mais baixos. Este estilo de viajar significa que tem controlo sobre o seu tempo e horário. Se mudar de ideias em qualquer altura, pode fazê-lo, sem problema. Se quiser ficar mais tempo num sítio e saltar outro também o pode fazer. No entanto, isso não significa que esta modalidade seja melhor do que os pacotes turísticos em geral. É apenas um estilo de viagem completamente diferente”, referiu.

No caso de optar por pacotes turísticos, Yosh Dimen aponta que também vantagens nessa opção. “Há valor nessa escolha, especialmente para aqueles que não têm tempo ou energia para lidar com todos os aspetos da viagem por conta própria. De facto, em certos destinos, há momentos em que desejamos ter reservado um pacote turístico. Hoje em dia, sinto-me mais confiante a viajar quando há outra pessoa a verificar se cumpro todos os requisitos”, contou.

6. Estar aberto a outras possibilidades de destinos

Viajar para a Europa significa que há muitos países para conhecer e o que Yosh Dimen recomenda é que considere outras opções quando se trata de escolher um destino europeu. “Mesmo quando se está decidido a visitar um determinado país, mas se encontra uma ótima promoção para outro, o melhor é considerar”, aconselhou o fundador do blogue “The Poor Traveler”.

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“Conheci companheiros de viagem na Europa que puderam viajar graças a promoções que encontraram em feiras de viagens. Um deles sonhava viajar para França, mas a promoção mais barata que encontrou era para Barcelona. Ele agarrou-a, voou para Barcelona e ainda conseguiu visitar França a partir de lá”, revelou.

7. Não ter pressa e viajar no seu próprio ritmo

A Europa tem cidades únicas para se conhecer, mas é importante que, para além do prazer de viajar e explorar novos destinos, o faça quando estiver realmente preparado a nível de tempo e de recursos económicos.

“Acredito sempre que há uma altura certa para tudo, até para viajar. Há coisas mais importantes a que devemos dar prioridade. A pandemia atingiu-nos a todos duramente. A maioria de nós perdeu muitas poupanças, alguns perderam o emprego e outros perderam entes queridos”, contou Yosh Dimen.

“Mas estes lugares não vão a nenhum lado. A última coisa que se quer é forçar uma viagem e não a desfrutar. Isto não é uma corrida. Demorem o tempo que quiserem, viagem ao vosso próprio ritmo e partam quando estiverem prontos”, acrescentou o influenciador filipino.

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