Hoje em dia, a maior parte dos pacotes turísticos já inclui um seguro de viagem, para que não tenha de o adquirir separadamente. Porquê? O que faz dele tão importante? O que justifica esse extra? Fomos tentar encontrar as respostas e saber mais sobre este elemento cada vez mais comum.

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Falámos com José Carlos Viseu, o diretor executivo da In Sure Broker, empresa de mediação de seguros especializada na área do turismo. Apesar de ter sido criado em 2000, este projeto não se focou desde logo no setor do turismo. Essa aposta surgiu devido às viagens de finalistas.

"Ter 12 mil estudantes universitários no mesmo destino em simultâneo revelou-se um desafio. Numa viagem de finalistas, é suposto haver riscos acrescidos, e as ofertas que existiam eram insuficientes", explicou José Carlos Viseu à MAGG. A primeira experiência correu bem e, a partir daí, abriu caminho para muitas outras.

Ter um seguro de viagem é mesmo importante?

Mas, afinal, qual é a relevância de um seguro de viagens? Primeiro, importa perceber do que se trata: "Um seguro de viagem é uma solução de proteção para os viajantes, que permite que, perante o conjunto de realidades diferentes, permanecem salvaguardados".

As vivências durante as viagens fogem "ao comum dia a dia, onde estamos perfeitamente enquadrados e onde sabemos o que fazer em cada momento se surgir algum imprevisto". Por esse motivo, defende José Carlos Viseu, é crucial poder "transferir a responsabilidade para um segurador", que saberá o que fazer.

"Estamos num local que desconhecemos ou que nos é menos familiar e onde podem surgir situações" tanto imprevisíveis como indesejadas. É por isso que o diretor executivo da In Sure Broker defende que "ter seguro de viagem é tão importante como levar passaporte ou cartão de cidadão".

De que forma é beneficiado por ter um seguro de viagem? Por exemplo, num cenário em que passe a existir alguma invalidez, em casos de perda ou dano de bagagens, se contrair uma doença tropical, ao ver a sua viagem cancelada ou interrompida ou até devido a alguma morte.

Em que tipo de situações é útil ter um seguro de viagem?

Tanto as despesas de tratamento ficam asseguradas como a própria questão do repatriamento, quando necessário. "Houve uma senhora que sofreu um acidente no Brasil e que teve de ir de avião sanitário até ao Porto, o que teve o custo de 92 mil euros", exemplifica José Carlos Viseu.

"O seguro de viagem já evoluiu muito" e, hoje em dia, podem ser mais de 100 os riscos salvaguardados. Nos últimos dias, várias pessoas viram os seus planos alterados devido aos ventos fortes que se fizeram sentir no Funchal, obrigando ao cancelamento de dezenas de voos.

"É um risco climatérico, alheio a toda a gente. O que a lei europeia e nacional prevêem é que as agências de viagens são obrigadas a ressarcir ou a alterar a viagem e a assumir os custos, caso a pessoa não possa viajar", elucida-nos o diretor executivo da In Sure Broker.

O seguro de viagem prevê, ainda, outro tipo de acontecimentos. "Se a pessoa estiver no estrangeiro e surgir um risco climatérico que faça com que não possa regressar na data prevista, o seguro suporta o custo do prolongamento da estadia" e, no caso de ser vítima de um assalto, "pode ser feito um adiantamento de fundos".

"Se a pessoa ficar internada, podemos levar até ela um familiar ou um acompanhante e cobrir os custos pela apólice", continua a enumerar José Carlos Viseu. "Na cidade onde vivo, se adoecer, sei para onde me devo dirigir. Se estiver na América do Sul, provavelmente não vou ter esse conhecimento", argumenta o mediador de 52 anos.

De que forma se pode adquirir um seguro de viagem?

"Através de uma solução de seguradora, posso garantir a proteção necessária para o espaço e o local onde me vou dirigir e sentir-me mais tranquilo, porque há um conjunto de prestadores locais que vão ajudar-me", prossegue José Carlos Viseu.

Uma das modalidades previstas nos seguros de viagem é a consulta médica online, viável quando a patologia da pessoa não necessita da presença de um profissional para ser tratada. Basta ter acesso à Internet para conseguir realizar uma videoconsulta, sendo até possível o segurador entregar diretamente os medicamentos no hotel, por exemplo.

"Na generalidade dos casos, quando se compra um pacote de viagem a uma agência, este tipo de solução já está incluída", aponta o diretor executivo da In Sure Broker, empresa que trabalha com os principais operadores turísticos nacionais. "Se as pessoas comprarem viagens através de agências, ficam muito mais salvaguardadas em termos de riscos", reforça.

Isto porque "o seguro comercializado pelas agências de viagens é mais abrangente do que qualquer oferta que exista no mercado". Assim, deve contactar o seu agente para saber mais sobre seguros de viagem, para adquirir um ou até para ampliar as garantias.

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