
Quem segue futebol em Portugal sabe que num jogo podem ser mostrados três tipos de cartões: amarelo, vermelho e branco. E também sabe que enquanto que os primeiros dois são para advertir e expulsar os jogadores que estão em campo, já o último serve para elogiar algum tipo de comportamento vindo de qualquer membro da equipa que está a jogar, quer seja jogador ou funcionário. No entanto, durante o intervalo do jogo entre o Estoril e o Estrela da Amadora, a 11 de agosto, foi mostrado um cartão roxo.
E o que significa este quarto cartão? Ao que tudo indica, serve para adicionar uma substituição a uma equipa que precise de trocar um jogador que sofreu uma concussão sem que esta seja contada. Ou seja, se um jogador for atingido na cabeça e, na sua avaliação, se determinar que precisa de ser substituído, o árbitro terá de recorrer ao cartão roxo, dando a oportunidade à equipa de meter um novo jogador em campo sem que esta substituição conte para o número de substituições que se podem fazer num jogo (que são três no total, onde podem ser substituídos cinco jogadores).
No exemplo prático que aconteceu no jogo entre o Estoril e o Estrela da Amadora, Robinho, jogador da equipa da Reboleira, foi atingido na cabeça pelo colega Paulo Moreira, tendo sido assistido e continuado em campo. No entanto, quando chegou o intervalo, o jogador foi reavaliado, e a equipa médica achou melhor que Robinho não voltasse ao relvado. Assim, segundo o artigo 4.º do Regulamento das Competições da Liga, “Procedimento em caso de substituição por concussão”, de acordo com a "Renascença", o delegado tem de mostrar o cartão roxo para que se saiba que o jogador saiu por lesão, e que, desta forma, existirá mais uma substituição concedida.
Quando isto acontece, o jogador deve ser encaminhado para o hospital mais próximo ou para a sala de primeiros socorros do estádio onde se encontra, consoante a gravidade, e não pode regressar depois ao jogo. Este tipo de cartão com o protocolo de concussões já existia em escalões inferiores, mas só chegou esta época à Primeira Liga. Assim, o seu objetivo é evitar que as equipas que estão a jogar fiquem em desvantagem numérica.