Depois de maltratar a mãe durante anos, uma mulher de 48 anos terá assassinado a idosa de 69 anos, asfixiando-a até à morte. O caso sucedeu em Vilar do Andorinho, em Vila Nova de Gaia, e as autoridades só descobriram o corpo de Rosa Novais esta quinta-feria, 30 de julho, no apartamento que partilhava com a filha depois de esta confessar o crime, que terá ocorrido há mais de 15 dias. Até ao dia em que a mulher se dirigiu à esquadra de Cedofeita, no Porto, para alegadamente relatar o homicídio, o cadáver de Rosa Novais foi mantido na casa das duas mulheres.

Viúva há cerca de 20 anos, mas com uma vida bastante ativa, Rosa Novais seria vítima de violência doméstica às mãos da filha, que, alegadamente, a maltratou e abusou durante anos. No entanto, a vítima negou sempre os abusos, apesar dos indícios das agressões estarem à vista. "Apercebi-me de que a dona Rosa era maltratada pela filha e cheguei a vê-la com pisaduras. Mas ela sempre negou", disse uma vizinha das duas mulheres, em declarações ao "Jornal de Notícias".

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A relação conturbada de Rosa e da filha não era novidade para os habitantes do bairro, que alegam que a mulher de 48 anos já tinha tentado assassinar a mãe no passado. "Há alguns anos, na véspera de Natal, já tinha tentado matar a mãe à facada. Nós, os vizinhos, é que tivemos de nos meter para impedir o crime", relatou outra vizinha à mesma publicação. No entanto, para além de nunca relatar os abusos, Rosa Novais perdoaria sempre os ataques da filha.

Nos últimos 15 dias, os moradores do prédio onde as duas mulheres viviam começaram a estranhar a ausência de Rosa Novais, e ficaram preocupados com o silêncio da idosa. "Estranhei que o tapete da entrada do apartamento estivesse desarrumado e, na semana passada, tentei falar com ela. Telefonei-lhe e toquei à campainha, mas ninguém me atendeu", disse outra vizinha ao "JN", que chegaram mesmo a questionar a homicida confessa sobre o paradeiro da mãe.

A mulher de 48 anos arranjou sempre desculpas para justificar a ausência de Rosa Novais, até esta quinta-feira, 30 de julho, dia em que se dirigiu às autoridades e confessou o crime. Depois de alegadamente asfixiar a mãe até à morte, escondeu o cadáver no apartamento que partilhavam durante 15 dias. Esta sexta-feira, 31 de julho, a homicida confessa vai estar presente em tribunal para que lhe sejam aplicadas medidas de coação.

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