Uma mulher escocesa que perdeu a mãe há um mês vítima de cancro decidiu tirar um mês de férias do marido e dos filhos e embarcar sozinha numa viagem por Bali, para procurar encontrar-se consigo mesma e cuidar da sua saúde mental. "É o maior ato de autocuidado da minha vida", explicou Jill Ritchie, 42 anos, em entrevista ao jornal "The Record". A ideia é a de mostrar aos próprios filhos que não é um ato de egoísmo colocarmo-nos , em certos momentos, em primeiro lugar.

A decisão de Jill, residente em Edimburgo, na Escócia, foi tomada depois de ter visto a mãe, Fiona, morrer aos 69 anos com um cancro contra o qual lutou durante 19 anos. A relação entre as duas era fortíssima, já que Jill cresceu com a irmã e a mãe solteira, sem o pai. A mãe foi a sua grande inspiração de vida, e, após a sua morte, entendeu que precisava de um tempo sozinha. No entanto, a sociedade não entende ou aceita que uma mulher, casada, mãe de duas crianças, possa ter a possibilidade de se ausentar só porque precisa desse tempo. E Jill quis contrariar isso. Marcou a viagem de 3 semanas para Bali e comunicou ao marido, Daryl, que teria de ficar sozinho com os filhos, Jude, 7 anos, e Eden, de 11.

Jill com o marido e os filhos
Jill com o marido e os filhos

"A minha mãe era uma mãe solteira que me criou sozinha juntamente com a minha irmã . Nós as três tínhamos uma ligação incrível. Estivemos lá para ela em cada passo do caminho durante toda a sua doença. O oncologista disse-me que nunca tinha visto alguém como a minha mãe que tivesse dado tanta luta para viver. Deu-me esperança de poder fazer isso, e inspirou-me a desafiar os limites que coloco na minha própria vida", explicou Jill, que trabalha como coach, ao jornal escocês. "Queria viajar desde os meus 17 anos. Mas quando me tornei mãe, não pensei que fosse algo que uma mãe pudesse fazer. Mas percebi que se o fizesse não estaria a ser egoísta. Isto não significa que não me importo com os meus filhos. Pelo contrário. Ao fazer isto, espero mudar a trajetória da vida dos meus filhos e mostrar-lhes que existem diferentes formas de se ser pai ou mãe".

Jill com a mãe, que morreu há um mês com cancro, e a irmã
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A opção que tinha não era, para Jill, a melhor, já que iria passar uma mensagem errada aos filhos. "Os olhinhos deles estão sempre a observar-me. Se eles virem que a mãe vive a esconder as emoções, sem se expressar totalmente, sem agir como acha que é correto, então, no futuro, eles entrarão em relações a acreditar que é assim que se deve agir", explicou. "Quero que respeitem e honrem as mulheres e sei que serei uma mãe mais feliz, menos ressentida e mais calma até ao fim se fizer esta viagem".

Desde que foi mãe, o máximo que Jill passou sem ver os filhos foram dois dias. E a reação que teve após a decisão que tomou foi a melhor possível. O marido e os filhos disseram-lhe que estavam a torcer por ela e para ela dar todos os passos que entender até encontrar o seu caminho.

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