Suzana Garcia foi destaque no jornal “The New York Times”, que a apelidou de "estrela de televisão" com linguagem provocadora. O artigo, publicado na sexta-feira, 24 de setembro, ainda antes das eleições autárquicas, escrutina a personalidade da candidata da coligação "Dar Voz à Amadora" (PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR) e como Suzana Garcia construiu a sua carreira pública.

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De acordo com Nicholas Casey, correspondente do "The New York Times" em Portugal, Espanha e Marrocos, a candidata pelo PSD, CDS-PP, PDR e MPT é uma "estrela de televisão" com "personalidade combativa".

O autor expõe o paralelismo entre a candidatura da advogada à câmara municipal da Amadora, "uma cidade adjacente a Lisboa com uma das maiores comunidades de etnia africana em Portugal" e a "forma antiquada" como Suzana Garcia se refere ao período colonial.

Casey recorda, ainda, a "linguagem provocadora" pela qual a ex-comentadora do programa "Você na TV!" é conhecida, que "muitas vezes envolvia gritar com aqueles que discordavam das suas opiniões em estúdio".

Ao longo do artigo, o correspondente destaca vários momentos em que Suzana Garcia partilhou opiniões sobre a comunidade negra ou o período colonial — como, por exemplo, o momento em que se referiu a Mamadou Ba, ativista e cidadão português nascido no Senegal, como "parasita"; ou quando defendeu que Portugal "não é um País racista", alegando que aqueles que discordavam de si eram "pessoas oportunistas que nunca souberam o que é trabalhar".

Nas eleições deste domingo para a câmara da Amadora, Carla Tavares (PS) voltou a ser eleita com maioria absoluta — 43,9% dos votos. Suzana Garcia ocupou o segundo lugar, com 24,55% dos votos, seguida do PCP-PEV com 9,93%. O Chega, por sua vez, arrecadou 5,44% dos votos, enquanto o Bloco de Esquerda reuniu 5,33% dos votos.

"Dedico esta vitória que obtivemos a toda esta equipa e, na parte em que existiu a derrota — por não termos obtido a vitória final —, a responsabilidade é apenas minha”, frisou Suzana Garcia, na reacção aos resultados, que deram a vitória à candidatura liderada pela socialista Carla Tavares.

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