Um homem de 35 anos e nacionalidade brasileira, que se chamará Tiago, foi detido esta terça-feira, 28 de abril, em Barcelona pela morte de quatro sem-abrigo. O suspeito terá vivido até ao ano passado em Portugal, onde terá toda a família, avança o "El País", que explica que é conhecido como o "assassino do martelo", uma vez que era esta a ferramenta usada nos crimes. As autoridades estão ainda a investigar a ligação a um quinto caso, mas neste a vítima foi incendiada.

O homem foi detido poucas horas depois do último crime. A vítima de 30 anos foi encontrada com golpes de martelo na cabeça. "Utilizava uma violência desmesurada e gratuita contra pessoas que viviam na rua, sem dar qualquer hipótese de defesa", explicou o intendente Juan Carles Granj, numa conferência de imprensa.

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As autoridades, por saberem que o homem atuava junto de pessoas a viver com dificuldades, investigava junto a ruas onde dormiam sem-abrigo e contactou paróquias e associações de ajuda aos desfavorecidos.

No entanto, foi uma chamada para o 112 que espoletou a captura do suspeito. Um vizinho viu um homem a agredir uma pessoa na rua às onze da noite de segunda-feira, 27 de abril, junto à Sagrada Família. Com imagens de câmaras de videovigilância, a polícia conseguiu identificar o suspeito, seguiu-o e acabou por detê-lo quando estava já na roulote onde vivia.

Sem avançar com muitos pormenores, o intendente dá por terminada a sucessão de crimes nas ruas da cidade. "Estes homicídios na via pública a pessoas sem-abrigo acabaram".

Uma vizinha explica ainda ao "El País" que Tiago — nome pelo qual era tratado por quem o conhecia —, duas horas e meia antes do crime, foi visto perto da autocaravana onde dormia a mexer no lixo e a dançar ao som da música que se ouve habitualmente depois dos aplausos que todas as noites homenageiam os que estão na linha da frente do combate ao COVD-19.

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As autoridades estudam agora o percurso do suspeito antes de chegar a Barcelona. "Há um registo da Guardia Civil de um crime contra o património em Saragoça. Antes esteve em Portugal, mas desconhecemos mais pormenores para já", adiantou o mesmo responsável. O homem tem registo de roubo de propriedade em Zaragoza e a polícia catalã tem imagens de alguns crimes graças às câmaras de videovigilância.

A primeira morte terá ocorrido dia 19 de março, na rua de Sardenya, perto de um supermercado. O segundo homicídio foi cometido em 16 de abril na rua de Lepanto. Um homem de 23 anos, que também dormia na rua, foi morto a golpes na cabeça. A morte seguinte, muito parecida, acontece apenas 36 horas depois, a 18 de abril, a menos de um quilómetro de distância. Um homem de cerca 60 anos foi morto enquanto dormia sobre pedaços de cartão na rua de Casp.

Tiago nasceu no Brasil, mas a sua família direta está em Portugal, adianta uma conhecida, que prefere não ser identificada. O homem terá viajado à boleia até Barcelona em agosto do ano passado para viver com um amigo, também brasileiro, numa casa ocupada.

Depois de despejado de todas as casas que tentou ocupar, vivia num parque de autocaravanas há cerca de oito meses. A mesma fonte refere que ele chegou a trabalhar num restaurante e que não era agressivo. No entanto, mostrava algumas perturbações. "Não estava bem, dizia que ouvia vozes".

Mais tarde começou a ter problemas relacionados com roubos a vizinhos. "Era instável, cada vez mais. Era uma pessoa doce, mas com um padrão de doença psicológica", assegura a vizinha, que admite ter pensado em contactar a família que vive em Portugal para os avisar da situação.

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