Uma coisa é Corona Extra, a outra é coronavírus. Nada têm que ver uma com a outra, a não ser o nome "corona". Ainda assim, os prejuízos da marca de cerveja já vão nos 150 milhões de euros só na China desde que apareceu o vírus.

A marca, propriedade da Anheuser-Busch InBev que detém também a Stella Artois e Budweiser, cervejas comercializadas em todo mundo, há dez anos que não passava por um período tão complicado como aquele começou desde o início do surto.

Nos últimos dois meses a empresa perdeu 150 milhões de euros na China, país onde as vendas da Corona, sediada na Bélgica, são geralmente mais elevadas. E este era até um ano em que as expectativas estavam altas, dado que o novo ano lunar iria permitir aumentar as receitas do ano passado que ficaram aquém dos objetivos da empresa. "O nosso desempenho em 2019 ficou abaixo das nossas expectativas e não estamos satisfeitos com esses resultados", revelou o CEO da AB InBev Carlos Brito à CNBC.

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Só que as expectativas para este ano não são melhores: o CEO espera perdas de mais de 250 milhões de euros em todo o mundo nos primeiros dois meses do ano e os lucros já estão a refletir-se na gestão da empresa, obrigando ao corte do bónus do chefe-executivo da AB InBev.

Carlos Brito atribui a redução do lucro à falta de vida noturna na China, uma vez que com o surto do coronavírus as pessoas saem menos para prevenirem-se da infeção, tendo obrigado também muitos bares e restaurantes a fechar as suas portas. Contudo, sabe-se que os estabelecimentos têm voltado a abrir progressivamente na China, o que vai permitir restabelecer algumas das perdas da marca Corona.

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