As notícias surgem a todos os instantes nos meios de comunicação social: "26 novos casos suspeitos de coronavírus", "coronavírus alastra-se pelo globo e já há infetados em pelo menos 57 países" ou "o balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas".

São manchetes como estas que se têm multiplicado a cada hora e além de nos deixarem preocupados, fazem-nos refletir sobre as medidas de prevenção a tomar. Há quem já tenha procurado uma máscara e comprado álcool gel por iniciativa própria ou porque viu um anúncio nas redes sociais que prometia que ao aplicar estas medidas, estaria protegido contra o vírus.

Ora, de acordo com entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS), as máscaras não são a medida mais eficaz de prevenção — no entanto, são essenciais para que quem está infetado com o vírus não o transmita a outras pessoas — ao contrário da lavagem das mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos.

Por isso, algumas das coisas que já viu pelo Facebook são puro marketing e para prevenir medidas e gastos desnecessários, a rede social anunciou que vai proibir todos os anúncios de "produtos que se referem ao coronavírus de forma a criar pânico ou a sugerir que os seus produtos garantem uma cura ou impedem as pessoas de serem infetadas", tal como refere o comunicado publicado no site da rede social.

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É o caso de publicidade a máscaras comercializadas como as últimas no mercado ou que impedem a propagação do vírus. O ideal era que assim fosse, mas não há uma máscara milagrosa para prevenir o vírus, por isso, para evitar que se propaguem antes informações erradas, surge esta medida da Facebook.

Ao contrário dos anúncios, cuja circulação na rede passa a estar limitada, o Facebook revela que está a apostar na melhor forma de fazer chegar informações úteis à comunidade: "Estamos em estreita coordenação com as principais organizações de saúde para tornar [as informações] mais fáceis e mais acessíveis para as pessoas que usam o Facebook e o Instagram", continua o comunicado.

Essa coordenação entre as organizações, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e as redes sociais vai passar por colocar as notícias mais relevante no topo do feed, ou, sempre que um utilizador pesquisa informações relacionadas com o vírus (como através de uma hashtag), vai ser exibido um pop-up educacional com informações credíveis.

"Também fornecemos créditos de publicidade gratuitos para permitir que as organizações executem campanhas educacionais contra o coronavírus no Facebook e no Instagram nas regiões mais afetadas e estamos a discutir formas de dar assistência e suporte adicional às autoridades de saúde", revela o Facebook.

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