Sarah McBride é a primeira mulher transgénero a ocupar um lugar no senado dos EUA. A candidata democrata na corrida ao senado norte-americano venceu pelo estado do Delaware nas eleições norte-americanas desta terça-feira, 3 de novembro.

A agora senadora de 30 anos declarou sentir-se "incrivelmente grata" aos residentes do seu distrito, e ainda disse que espera que estes resultados inéditos possam "enviar uma mensagem a todas as pessoas a debater-se por achar o seu lugar no mundo". "A nossa democracia é grande o suficiente para vos incluir e as vossas vozes importam", afirmou, tal como escreve o "The New York Times".

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"Estou esperançada que existam jovens a precisar desesperadamente desta mensagem e que, antes de irem para cama, tenham visto este resultado", acrescentou nas mesmas declarações. "Para essa pessoa, quero que saibam que a mudança é possível e que as coisas podem melhorar."

Sarah McBride foi estagiária na Casa Branca durante a administração de Barack Obama e, em 2016, tornou-se na primeira pessoa transgénero a discursar por um partido de maior expressão, quando subiu ao palco da convenção anual democrata desse mesmo ano.

A candidata democrata vence o seu lugar no senado norte-americano numa altura em que ainda não há decisões oficiais sobre quem será o próximo presidente dos Estados Unidos: à data da publicação deste artigo, Joe Biden vai à frente na corrida do Colégio Eleitoral, com 220 votos, contra os 213 de Donald Trump, de acordo com informações da CNN — para um candidato se sagrar vencedor, são precisos 270 votos e em vários estados decisivos como a Pensilvânia, a Geórgia e o Michigan, cujos resultados finais ainda não são conhecidos.

O atual presidente dos Estados Unidos ganha em relação aos estados eleitos, com os republicanos a garantirem vitória em 23 estados, contra os 18 de Joe Biden. Os democratas conseguiram roubar o Arizona a Trump, ao vencer neste território, mas a Flórida mantém-se fiel aos republicanos.

No entanto, Donald Trump apelidou o processo eleitoral de "fraude" e cantou vitória, apesar de ainda não existirem resultados oficiais. "Isto é uma fraude contra o povo americano. Isto é um embaraço no nosso país”, disse o presidente. “Nós estávamos prontos para ganhar esta eleição – e, com franqueza, nós ganhámos esta eleição". Trump anunciou ainda que vai recorrer ao Supremo Tribunal para que seja interrompida a contagem dos votos. "Queremos que a lei seja usada corretamente. Não queremos que eles encontrem uns boletins de voto às 4 da manhã e os acrescentem – é um momento muito triste”.

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A campanha de Joe Biden já reagiu a estas declarações em comunicado oficial, considerando o pedido de Trump para parar a contagem dos votos "ultrajante" e "inédito", escreve o "Observador". A campanha de Biden reforça também que as declarações  são "incorretas", "porque não vai acontecer. A contagem dos votos não vai parar. Porque é isso que preveem as nossas leis – as leis que protegem o direito constitucional de cada americano de votar".

"E caso o presidente vá mesmo em frente com a sua ameaça de ir para tribunal para travar a contagem adequada dos votos, nós temos equipas jurídicas que estão prontas para resistir a esse esforço – e irão consegui-lo”, reforça a campanha democrata no mesmo comunicado.

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