Está tudo em aberto e ainda não há decisões definitivas sobre as eleições presidenciais norte-americanas desta terça-feira, 3 de novembro. À data da publicação deste artigo, Joe Biden vai à frente na corrida do Colégio Eleitoral, com 220 votos, contra os 213 de Donald Trump, de acordo com informações da CNN — para um candidato se sagrar vencedor, são precisos 270 votos e em vários estados decisivos como a Pensilvânia, a Geórgia e o Michigan, cujos resultados finais ainda não são conhecidos.

Biden ou Trump? Como lusodescendentes nos EUA e americanos a viver em Portugal veem as eleições
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O atual presidente dos Estados Unidos ganha em relação aos estados eleitos, com os republicanos a garantirem vitória em 23 estados, contra os 18 de Joe Biden. Os democratas conseguiram roubar o Arizona a Trump, ao vencer neste território, mas a Flórida mantém-se fiel aos republicanos.

Os votos continuam a ser contados em estados que podem decidir a eleição: a Carolina do Norte e a Geórgia vão avançados na contagem, com 95% e 91% das assembleias de voto já contabilizadas, respetivamente, com ambos os estados favoráveis a Trump. O Wisconsin, a Pensilvânia e o Michigan têm 78%, 69% e 64% das assembleias de voto contabilizadas, respetivamente, todos com margens favoráveis ao atual presidente dos Estados Unidos (às 7h da manhã em Portugal).

Os dois candidatos já reagiram aos resultados conhecidos até à data. Joe Biden fez uma curta declaração da sua casa, no Delaware. Lembrou que há "uma quantidade de votos antecipados sem precedentes" e pediu "paciência" . "Estamos a sentir-nos realmente confiantes quanto ao Wisconsin e o Michigan. E já agora, vai demorar tempo a contar os votos mas vamos ganhar na Pensilvânia”, disse o candiadato democrata, que pede fé ao país. "Mantenham a fé. Vamos ganhar isto."

Já Donald Trump, que falou aos seus apoiantes a partir da Casa Branca, em Washington, à frente de uma plateia sem máscaras, nota o "Observador". "Esta é a conferência de imprensa mais tardia que algum dia tive", disse o atual presidentes dos EUA. "Estávamos a ganhar tudo e, de repente, foi tudo cancelado [...] estávamos prontos para ir para a rua, celebrar uma vitória linda, mas foi tudo cancelado”, salientou Donald Trump, que acredita na sua vitória.

"Ganhámos estados que não estávamos à espera de vencer. A Flórida não apenas ganhámos, ganhámos por muito”, afirmou Trump, que também se declarou vencedor na Geórgia , embora ainda não existam resultados oficiais. "Nunca nos vão apanhar, é impossível apanharem-nos”, acrescentou, antes de afirmar que o partido republicano ainda tinha "vida no Arizona", estado entretanto declarado oficialmente como democrata.

Donald Trump foi mais longe e apelidou o processo eleitoral de "fraude". "Isto é uma fraude contra o povo americano. Isto é um embaraço no nosso país”, disse o presidente. “Nós estávamos prontos para ganhar esta eleição – e, com franqueza, nós ganhámos esta eleição". Trump anunciou ainda que vai recorrer ao Supremo Tribunal para que seja interrompida a contagem dos votos. "Queremos que a lei seja usada corretamente. Não queremos que eles encontrem uns boletins de voto às 4 da manhã e os acrescentem – é um momento muito triste”.

Pouco depois destas declarações de Trump, que se declarou vencedor, Tom Wolf, governador da Pensilvânia, salientou que o estado ainda tem mais de um milhão de votos por correspondência para contabilizar. O governador recorreu ao Twitter para descansar os eleitores do seu estado, e garantir que todos os votos seriam contados. "É isso que vai acontecer", escreveu na popular rede social, onde publicou um segundo tweet a criticar as declarações de Donald Trump. "Sejamos claros: isto é um ataque partidário às eleições na Pensilvânia, aos nossos votos e à democracia."

Também Alexandria Ocasio-Cortez já reagiu ao discurso vitorioso de Trump, considerando-o perigoso. "Declarações prematuras de vitória são ilegítimas, perigosas e autoritárias2, escreveu a congressista democrata no Twitter, que esta noite já garantiu a reeleição para o 14º distrito congressional de Nova Iorque, escreve o "Observador". "Contem os votos. Respeitem os resultados."

Até ao momento da publicação deste artigo, Donald Trump venceu nos seguintes estados: Alabama, Arkansas, Florida, Idaho, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississipi, Missouri, Montana, Nebraska, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tenesse, Texas, Utah, Virgina Ocidental e Wyoming.

Joe Biden venceu na Califórnia, Colorado, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinóis, Maryland, Massachusetts, Minnesota, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Nova Iorque, Oregon, Rhode Island, Vermont, Virgínia, Washington, Maine e Arizona.

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