Entre os meses de junho e agosto, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) esteve sem contrato para ações de prevenção de pragas, tendo surgido mais de 1800 pedidos de ajuda de residentes de várias freguesias lisboetas por causa de pragas de ratos e insetos, avança a CNN Portugal.

O contrato de três anos que a CML tinha com a empresa que habitualmente fazia este serviço terminou e só este mês, agosto, foi estabelecido um novo acordo para a prevenção de pragas na cidade, com a LUTHISA – Lusitana de Tratamentos de Higiene, Lda, "que assegurará as intervenções preventivas na cidade de Lisboa durante os próximos três anos”, confirma o canal.

Porque é que este processo de contratação demorou dois meses a ser feito, levando a cidade ser dominada por pragas? Um atraso no concurso para um novo contrato. “O concurso só foi lançado em março de 2022, que é muito perto do término do anterior concurso, o que não foi capaz de evitar a descontinuidade do serviço”, disse o vereador do PS Pedro Anastácio à CNN Portugal.

Apesar de o gabinete do vereador da CML, Ângelo Pereira, garantir que a prevenção entre junho e agosto foi feita na mesma pelo “Serviço de Controlo Integrado de Pragas (SCIP), dependente da Divisão de Limpeza Urbana”, e que foi "contratado serviço externo para apoio e realização de operações de prevenção", disse à CNN Portugal, nada disso impediu o aumento exponencial de queixas.

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Entre 1 de junho e 19 agosto, sugiram 1.192 pedidos de ajuda por causa de baratas, 356 por ratos e 277 por insetos. Feitas as contas às mais de 1800 solicitações, por dia dá uma média de 22 pedidos de ajuda ou reclamações sobre ações preventivas previstas que não estavam a ser realizadas.

Marvila, Lumiar, Belém, Campo de Ourique e Olivais foram as zonas com maior número de pedidos de intervenção à CML e o Parque das Nações e Santo António os que menos pedidos fizeram.

O problema foi relatado pelos residentes ao longo dos meses de verão e, sem alternativas além das queixas, organizaram para setembro operações de limpeza, estando a primeira marcada para 1 de setembro no bairro da Graça, de acordo com o "Público". O objetivo do grupo de cidadãos, que pode ou não agora avançar com a iniciativa, era não só alertar a CML e as juntas de freguesia para as pragas urbanas, como para a sujidade e acumulação de lixo que tem vindo a agravar-se na cidade.

"O que acontece na Graça acontece em outros locais da cidade. São ruas completamente sujas e a federem a urina, cheias de dejetos de animais, beatas de cigarro e lixo que se acumula nas ruas durante dias. Lisboa vive uma situação nojenta”, disse Ana da Silva Reis, investigadora da Fundação para a Ciência e Tecnologia, ao mesmo jornal.

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