A Aqui Mora Gente - Associação de Moradores da Cidade de Lisboa, que reúne residentes de zonas históricas da cidade como o Bairro Alto, Bica ou Cais do Sodré, enviou uma queixa à Câmara Municipal de Lisboa, reclamando do barulho que se faz sentir quando grandes grupos de pessoas se juntam nas ruas da capital em saídas à noite – e obteve uma resposta.

Enviada pelo o gabinete do vereador Ângelo Pereira, a resposta não parecia trazer qualquer resolução ao problema, esclarecendo que "a única solução efetiva seria uma redução generalizada de horários, algo que, temos de convir, iria afetar economicamente todo o tecido comercial".

Por isso, não sendo "exequível" que os limites ao ruído fossem cumpridos na noite lisboeta, segundo a missiva enviada à associação e publicada no Facebook, a Câmara de Lisboa anuncia agora medidas que visam controlar o barulho que ocorra fora de horas, sendo uma delas a abertura de uma "Linha Ruído". Será uma linha direta, com abertura marcada já para setembro, que fará com que os cidadãos possam apresentar queixas por ruído excessivo. Isto porque será "atendida diretamente pela Polícia Municipal de Lisboa", lê-se na CNN Portugal.

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Como a primeira resposta não caiu na graça dos membros da associação (e, claro, dos moradores), o gabinete do vereador Ângelo Pereira, que detém as pastas do Ruído e da Segurança e Polícia Municipal, veio também "esclarecer e clarificar" a posição que inicialmente adotou.

Afirmando que os residentes têm direito ao seu descanso, a vereação reconheceu que a "coexistência" entre as realidades residencial e noturna "não pode ser feita com sacrifício desmesurado dos moradores e com desrespeito pelo direito elementar ao sossego das pessoas", acrescentando que a Câmara "não se resigna perante a dimensão deste desafio", estando disposta a debater sobre o assunto e a arranjar soluções coletivamente, cita a CNN Portugal.

A mesma publicação avança ainda que, além da Linha Ruído, Ângelo Pereira promete também reforçar as medidas de sanção no âmbito destes casos. Isto é, esclarece que vai haver "reforço da aplicação das sanções acessórias, tais como incremento sancionatório e progressivo de restrição de horários, culminando, em casos de notória reincidência, em sanção de encerramento provisório".

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